Casinha de Livros chega a duas escolas municipais de Manaus

Variedades

Uma casinha com estrutura de material reciclável, com mesas, cadeiras, puffs, teatro para fantoches e o principal, um acervo 500 livros. Espaços como este são fruto do projeto Casinha de Livros, que chega a duas escolas municipais de Manaus nos próximos dias 13 e 14 de junho. A implantação do projeto tem realização da CEC Brasil, com patrocínio da 3M, via Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial de Cultura.

Em comum entre as escolas, está a localização em áreas de vulnerabilidade social. Uma delas é a Escola Municipal Professor Carlos Farias Ouro de Carvalho, que recebe a Casinha de Livros na próxima quinta-feira (13), às 9h, beneficiando mais de 700 alunos (de 6 a 15 anos de idade) do Ensino Fundamental I e II. A outra é a Escola Municipal Rubens Sverner, que funciona nos três turnos, num total de 1180 alunos.

“O projeto realiza um sonho de criar uma biblioteca efetiva para a nossa escola, além disso, o Casinha reúne todos os elementos para motivar a criança a interagir ainda mais com o universo da leitura, proporcionando ganhos no aprendizado”, comenta Ana Maria Portela Teixeira, diretora da Escola Municipal Professor Carlos Farias Ouro de Carvalho.

Para a gestora da Escola Municipal Rubens Sverner, o projeto traz o diferencial de aguçar a curiosidade dos alunos por trazer a estrutura inusitada e acolhedora de uma casa. “É um recurso fantástico para a descoberta, a imaginação, para entrar nos universo dos livros de uma maneira especial. Estamos realmente muito felizes com essa conquista”, comenta a gestora Marquize Monteiro.

Além do espaço lúdico, o acervo é variado. Tem livros de contos de fada, fábulas, contos populares brasileiros, indígenas, africanos e infantojuvenis. Além dos campeões de leitura, há obras que levantam discussões necessárias à sociedade como o respeito às diferenças, ao empoderamento feminino e ao meio ambiente Há também jogos de tabuleiro, livros em braile e áudio books. “A ideia é instigar os alunos e atender aos interesses da escola”, comenta Kátia Brasileiro, diretora da Rede Educare, empresa que trabalha com o fomento de projetos de impacto social e que criou o conceito da Casinha de Livros em 2015.

“O acesso ao livro ainda é um desafio para a maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro”, explica Marina Vayna, responsável pela CecBrasil O principal objetivo do Casinha de Livros é promover e ampliar a importância da leitura dentro do universo simbólico de comunidades e grupos sociais, tendo o livro como centro de referência, formando leitores com consciência de leitura para o futuro, disponibilizando e possibilitando acesso a publicações que sejam objetos de desejo e de difícil acesso.

A iniciativa vai ao encontro da Lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010, que estabelece a obrigatoriedade de haver uma biblioteca em instituições de ensino de todo o país. O projeto também auxilia no processo educacional, na redução do analfabetismo e na formação de um público consumidor de cultura. Pesquisa do Ibope feita em 2018 aponta a leitura apenas em 10ª lugar entre as atividades preferidas do brasileiro.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação