Cursos no interior do AM buscam profissionalizar atividade de Manejo Floresta

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O Cidades Florestais iniciou, no mês de março, uma série de treinamentos que visando levar novas técnicas e profissionalizar a atividade de manejo florestal nas comunidades que participam do projeto. Ao todo, seis localidades no Amazonas devem receber as capacitações, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã.

Além da RDS do Uatumã, os municípios de Silves, Boa Vista do Ramos, Lábrea (Resex Ituxi), Carauari e Apuí também vão receber os cursos ministrados por extensionistas contratados pelo projeto, contemplando diretamente os produtores das 15 organizações sociais atendidas pelo Cidades Florestais.

Para este mês de abril, já estão confirmados os cursos de Gestão Florestal nas cidades de Lábrea, Apuí e Carauari. Além dessas, outras três oficinas temáticas estão programadas para o decorrer do ano: Boas Práticas em Produtos Florestais não-madeireiros; Uso de Máquinas, Equipamentos Florestais e EPI; Derruba Direcionada e Beneficiamento da Madeira.

A escolha dos locais de realização dos cursos segue o escopo de atuação do Cidades Florestais, levando em consideração ainda o potencial florestal madeireiro e demanda do mercado por produtos florestais não-madeireiros dessas localidades. Muitos produtores dessas regiões já possuem um conhecimento tradicional e vasta experiência em trabalho com a madeira, o que é aproveitado pelos profissionais do projeto em conjunto com técnicas mais atuais.

“O projeto como um todo busca minimizar a baixa adesão de tecnologias atuais e inserir novas ferramentas que auxiliem na produção florestal. Quanto à produção madeireira, o Cidades Florestais apoia a implantação de planos de manejo para 15 organizações sociais e temos como meta ampliar em 40% a oferta atual de madeira proveniente de planos de manejo madeireiros de origem comunitária e familiar no Amazonas”, destaca André Vianna, gerente do Projeto Cidades Florestais.

Umas dessas técnicas mais modernas e que vão precisar ser adotadas pelos produtores é uma metodologia de inventário florestal desenvolvida pelo projeto, que vai possibilitar a leitura de um ‘QR Code’ específico da árvore e de sua área no campo. Isso vai proporcionar o acompanhamento da procedência da madeira com mais eficiência, um atrativo a mais para o mercado, já que o comprador vai poder identificar a localização exata daquele produto.

De acordo com o coordenador técnico do Cidades Florestais, Marcus Biazatti, as 15 associações que receberão os treinamentos já possuem certo nível de organização social, mas ainda precisam de um suporte em questões administrativas e burocráticas para se tornarem mais eficientes. Além disso, os cursos também devem quebrar alguns paradigmas em relação ao uso de equipamentos adequados na atividade.

“Iremos fazer a introdução de técnicas e equipamentos que eles não estão familiarizados. Acredito que os cursos vão quebrar um pouco até essa barreira com o uso de EPI (equipamentos de Proteção Individual) em campo. O projeto também tem esse objetivo de sair mais dessa exploração tradicional da madeira para uma profissionalização do manejo florestal como um todo, o que agrega maior valor na venda do produto e traz melhoria de renda para as famílias. Além de minimizar o impacto nas florestas, o manejo mais profissional ainda diminui o risco de acidentes de trabalho”, destaca Biazatti.

Sobre o Cidades Florestais

Iniciado em março de 2018, o Cidades Florestais promove o uso múltiplo da floresta, por meio do fomento ao manejo florestal em pequena escala e da produção de óleos vegetais de origem familiar e comunitária. Também é apoiada pelo projeto a estruturação de duas novas linhas de produção de óleos vegetais, com mini-usinas de beneficiamento em Apuí e na RDS do Uatumã (além do suporte a outras três já existentes).

Com financiamento do Fundo Amazônia/BNDES, o Cidades Florestais realiza ainda a estruturação de uma Central Florestal, espécie de núcleo tecnológico, assim como, o desenvolvimento do aplicativo que leva o nome do projeto. Essas ferramentas possibilitarão a execução de extensão florestal em larga escala, com baixo custo e mais atrativa ao público jovem.

 

Fonte – Idesam

Foto – Divulgação