Defensoria e Projeto Nova Cartografia da Amazônia firmam parceria para a troca de conhecimento sobre populações tradicionais

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A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia firmaram, nesta quinta-feira (13/12), um Termo de Cooperação que busca a troca de conhecimentos sobre as populações tradicionais da região. Visando a atuação integrante e o mútuo apoio técnico e institucional, o Termo de Cooperação foi assinado pelo defensor público geral, Rafael Barbosa, e pelo coordenador do projeto no Amazonas, o antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida.

O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia desenvolve no Amazonas e em outros 12 Estados do País o mapeamento social elaborado por estudantes e pesquisadores de diversas áreas e regiões do País para mostrar a realidade dos povos e comunidades tradicionais. O resultado são fascículos livros com a cartografia social de cada região, elaborados com o auxílio de informações prestadas pelas próprias comunidades.

No Amazonas, o projeto é vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “Promovemos a mobilização social para dar visibilidade aos modos de vida dessas populações tradicionais, principalmente indígenas e quilombolas”, explica a pesquisadora Isabela Sales, que acompanhou a assinatura do Termo de Cooperação, juntamente com o também pesquisador Felipe Jucá.

Para o defensor público geral, Rafael Barbosa, a parceria é um embrião para criar nos defensores a cultura de cuidar dos problemas do interior com um olhar diferenciado, com o cuidado social, com a cultura de preservação da história. “A ideia é inserir no dia a dia da Defensoria e dos defensores os conhecimentos trazidos pelo projeto e também o interesse pelas pesquisas”, afirmou.

O professor Alfredo Wagner destaca que a contribuição do projeto será na formação, aliando o conhecimento científico ao jurídico e ampliando os horizontes dos trabalhos da Defensoria para as questões sociais e antropológicas específicas dos povos da região. “Essa troca pode ser viabilizada, por exemplo, por meio de encontros entre os defensores e os pesquisadores abordando como tema, cada região da Amazônia”, concluiu.

O defensor público geral sugeriu que o trabalho de troca de conhecimento comece já no curso de formação dos novos defensores, aprovados no concurso realizado neste ano.

 

 

 

Fonte – Secom/AM

Foto – Divulgação