O ensino nos municípios é desigual, revelam indicadores de qualidade

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O professor Luciano Nakabashi da Faculdade de Economia, Adminitração e Contabilidade da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto realizou uma analise sobre o indicador de desigualdade no ensino brasileiro que foi divulgado em junho e as consequências desse resultado negativo.

O indicador de desigualdade de aprendizagem, apresentado por pesquisadores da Fundação Tide Setubal, calculou, entre 2007 e 2015, o ensino em mais de 5 mil municípios brasileiros, avaliando o conhecimento de alunos do ensino fundamental acerca das disciplinas de matemática e português.

Os números não foram animadores, pois apenas 12% apresentaram alta qualidade no ensino. De acordo com o professor Nakabashi, “o primeiro passo para melhorar o ensino é saber como ele está, para que seja possível realizar medições de qualidade, equidade e desigualdade na educação, levando em consideração dados como região e nível socioeconômico”.

Para Nakabashi, a qualidade na educação produz um efeito cascata em diversos setores do País. Se as instituições de ensino podem proporcionar uma boa educação, e os alunos iguais oportunidades e acesso a ela, os resultados poderiam ser vistos na economia, uma vez que “a desigualdade de renda observada e vivida por muitos brasileiros atualmente está diretamente relacionada à desigualdade na educação”, finaliza.

Fonte – USP

Foto – Divulgação