O perigo da sobrecarga é o incêndio – Previna-se!

Variedades

Desde o início do levantamento estatístico que a Abracopel realiza, sempre foi deixado claro que estes
números são originados de notícias divulgadas na internet, ou seja, toda e qualquer notícia que cair na rede, seja em sites oficiais, seja em blogs ou nas redes sociais, se contiver uma das palavras chaves selecionadas, a equipe que cuida dos dados estatísticos vai saber. Essa notícia chega até a Abracopel e é tratada, ou seja, são depurados os dados e retirados deles todo tipo de informação de interesse, como: tipo do acidente, local, faixa etária, gênero, profissão etc. Estes números alimentam um banco de dados e, a cada ano, a Abracopel divulga para as mais diversas mídias, esses números, que são únicos no Brasil. Mas é importante salientar que tais números representam uma parcela da realidade
brasileira, estima-se que o número real esteja entre 3 a 5 vezes o total levantado pela Abracopel. Mas
mesmo assim é um levantamento importantíssimo e único, e que mostra a situação sobre este tema
no país.

No que se refere especificamente aos incêndios gerados por curtos circuitos, os dados mostram que
nos últimos cinco anos de levantamento, os números só cresceram. Se em 2013 tínhamos um total de
200 incêndios, em 2014 o número subiu para 295 e, nos anos seguintes o cenário ficou ainda pior: em
2015 foram 441, em 2016 foram 448 e em 2017 subiram para 451. As mortes, infelizmente, também
apresentaram um aumento, porém nos últimos 3 anos de levantamento tem se mantido com números
muito próximos: 2015: 33, 2016: 33 e 2017: 30 mortes.

Quando segmentamos por região, o gráfico abaixo mostra que o Sudeste e o Nordeste emparelharam
seus números em um empate com 114 ocorrências de incêndios. Interessante observar que no número
de mortes, quem se destaca – e muito, é a Região Sul com 11 mortes, a região figura em 3º lugar no
número de incêndios.

Em relação às cidades campeãs em incêndios gerados por curtos circuitos, a capital sul matogrossense,
Campo Grande, é a campeã disparada neste tipo de acidente, porém não é a que detém o
maior número de mortes (3 mortes em Macapá).

Em Manaus no ano passado aconteceram 17 incêndios e uma morte.

E QUAIS SÃO AS CAUSAS?

As causas dos incêndios gerados por eletricidade são, em quase 100% dos casos, devido às instalações
elétricas antigas, excesso de equipamentos plugados em uma mesma saída de energia (tomada),
gambiarras e falta de manutenção.

Segundo o Eng. João Cunha, diretor da Mi Omega e membro do conselho consultivo da Abracopel, a
sobrecarga ocorre principalmente por dois motivos: ou o mau dimensionamento do disjuntor ou do
cabo (fio), o disjuntor e o cabo devem estar coordenados e quando isso não ocorre, o cabo pode entrar
em sobrecarga e o disjuntor não desligar. Outra causa é a troca do disjuntor – porque está desligando
com frequência – por um disjuntor “mais forte” e aí ele fica descoordenado com o cabo. A NBR 5410
determina a colocação de um aviso no quadro de distribuição determinando que a troca de um
disjuntor pode levar à troca do cabo. Esta descoordenação é a causa mais frequente de incêndios.

A Abracopel aconselha uma revisão nas instalações elétricas residenciais a cada 5 anos, no mínimo,
sempre feita por um profissional capacitado. Outra dica da entidade é nunca sobrecarregar benjamins
(T’s) , ou mesmo extensões, com vários equipamentos em uma mesma tomada. Esta prática, comum
na maioria das casas, causa sobrecarga, aquecimento dos fios, curto circuito e a evolução é o incêndio.

 

Fonte – Abracopel

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