Pesca de peixe ornamental recebe incentivo e mostra resultado

Variedades

As exportações brasileiras mostram que o país exporta, anualmente, 20 milhões de peixe de água doce, gerando 4 milhões de dólares. Mais de 90% desses peixes são de espécies capturadas nos estados do Pará e Amazonas. De olho nesse potencial, o Governo investiu no setor a fim de aumentar a produção e a competitividade da atividade.

A Secretaria de Produção Rural (Sepror) realizou cursos de capacitação para qualificar pescadores com o intuito de tornar a pesca de peixes ornamentais mais profissional e rentável. No Amazonas, as duas espécies mais populares são o Cardinal e o Acará-Disco. Ambos são encontrados em maior escala no município de Barcelos, no Alto Rio Negro.

O trabalho desenvolvido teve reflexo nos índices econômicos, conforme revelam os dados oficiais. O volume de produção, por exemplo, registrou neste ano de 2018 um crescimento de 30% em relação ao ano passado, o que torna o setor atraente para investimentos na economia estadual.

Apoio técnico – Além da atenção aos pescadores, o governo estadual atuou na outra ponta do segmento, disponibilizando apoio técnico para as empresas exportadoras do produto. O mercado internacional é extremamente complexo e exige uma alta qualificação do exportador, o que exige de forma permanente, um ótimo nível de quem entra nesse mercado.

Os principais mercados para o peixe ornamental se encontram na Alemanha, Estados Unidos, Japão, Holanda e Taiwan. O Ibama dispõe de 379 espécies que podem ser coletadas. No Amazonas, os pescadores de peixes ornamentais, concentrados principalmente no município de Barcelos, são conhecidos como piabeiros.

Fonte – Secom/Am

Foto – Divulgação