Pesquisadores participam de curso de operação de aeronaves remotamente pilotadas

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A utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs), popularmente conhecidas como drones, em pesquisas agropecuárias vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente como ferramenta para captação e processamento de dados de áreas florestais e/ou de lavouras. Com o objetivo de capacitar pesquisadores e técnicos na utilização dessa tecnologia, a Embrapa Amazônia Ocidental promoveu o Curso Básico de Operação de RPA, realizado entre os dias 19 e 22 de março, na sede da unidade em Manaus (AM).

A capacitação teve como instrutores o Major do Exército, Andrei Gustavo de Souza e Souza e o Sargento Odair Silva Robaina, ambos lotados no Sistema de Proteção das Amazônia (Sipam-Manaus), e com experiência no uso desses equipamentos. A capacitação é uma iniciativa do projeto “Conhecimento Compartilhado para Gestão Territorial Local da Amazônia”, integrante do Fundo Amazônia e com recursos repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além de pesquisadores da Embrapa, também participaram do curso representantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Segundo a pesquisadora Kátia Emídio da Silva, o RPA será utilizado para o mapeamento de recursos florestais não madeireiros, especificamente em áreas de castanhais. O objetivo desses mapeamentos é obter dados remotos de localização de castanheiras e aplicá-los em uma metodologia desenvolvida pela pesquisadora e colaboradores de outras instituições, e que prevê a otimização das trilhas percorridas por extrativistas na coleta de castanhas. “Com essa metodologia, queremos melhorar as condições de trabalho do extrativista, otimizando os caminhos para o transporte da produção dentro dos castanhais e destes para os locais de armazenamento, e os mapeamentos com equipamento RPA serão muito úteis para esse trabalho”, disse a pesquisadora.

Nos quatro dias de cursos foram repassadas informações que vão desde a legislação que regula a utilização desses equipamentos até aplicativos e programas que trabalham com o processamento georreferenciado de imagens. Também foram desenvolvidas atividades práticas de operação dos RPAs, incluindo planejamentos de voos autônomos e manuais para obtenção das imagens. “O uso desses equipamentos tem crescido muito nos últimos anos e podem ser utilizados desde práticas de lazer até usos profissionais, como monitoramento ambiental, na defesa civil, entre muitas outras aplicações, além de pesquisas científicas na área ambiental e agropecuária”, ressaltou um dos ministrantes do curso, Andrei Gustavo de Souza e Souza.

 

Fonte – Embrapa

Foto – Divulgação