SBU promove Maio Vermelho para alertar sobre risco de câncer na bexiga a partir do tabagismo

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Pelo segundo ano, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) promove a campanha Maio Vermelho como ação de conscientização da população e meios de comunicação sobre a importância da prevenção e tratamento do câncer de bexiga.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o final de 2019, serão 9.480 mil novos casos
da doença, sendo 6.690 em homens e 2.790 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,43 casos novos a cada 100 mil homens, ocupando a sétima posição em casos de óbito no Brasil; e de 2,63 para cada 100 mil mulheres, ocupando a 14ª posição no quesito mortalidade.

No Amazonas, a estimativa do Inca apontou para 50 novos casos no último ano, com maior incidência
entre homens. De acordo com o cirurgião-urologista Giuseppe Figliuolo, o câncer de bexiga é uma das
neoplasias mais comuns do trato urinário. Um dos fatores de contribuição para esse um aumento
significativo na incidência do câncer de bexiga, no mundo, pode estar ligado aos efeitos do tabagismo,
que é reconhecido como importante fator de risco para câncer, de acordo com a literatura médica sobre
o tema.

“O principal sintoma é o aparecimento de sangue na urina e a incidência de casos chega a ser três
vezes maior na população fumante, sendo mais comum entre pessoas de 65 a 85 anos. No entanto, a partir dos 40 anos, o risco já pode ser medido”, afirmou Figliuolo, do Centro de Urologia do Amazonas
(Urocentro).

Segundo o World CancerReport, estima-se que o risco de desenvolver câncer de bexiga entre os fumantes foi de duas a seis vezes maior em comparação aos não fumantes; sendo responsável por, aproximadamente, 66% dos casos novos em homens e 30% dos casos novos em mulheres.

Figliuolo explica que o aumento de casos é decorrente da absorção e inalação dos componentes químicos presentes no cigarro, que caem na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins, chegando até a bexiga. “Com o tempo, isto provoca a degradação e destruição das células boas”, afirma o médico
especialista.

Além do sangue na urina, também chamada de hematúria, a mudança no aspecto da cor para tons mais
alaranjados e avermelhados também devem ser observados, bem como alterações no comportamento da bexiga como urinar com maior frequência que o habitual; sensação de dor ou queimação; urgência em urinar, mesmo que a bexiga não esteja cheia; ou problemas quanto à intensidade do fluxo.

“No caso de alguns destes sintomas, é preciso que o paciente procure o médico urologista para que este possa proceder o diagnóstico por meio de exames de imagem como ultrassom de rins e bexiga, além de testes na urina, a fim de chegar à raiz do problema”, afirmou médico Giuseppe Figliuolo.

Tratamentos

Entre as opções de tratamento, dependendo das condições de cada paciente, estão as cirurgias,
quimioterapia e radioterapia, acompanhamento oncológico, psicoterápico e fisioterápico com grande
impacto na qualidade de vida. De acordo com Giuseppe Figliuolo, aproximadamente em 70% dos casos, a doença é superficial, em 25% invasiva e 5% já apresentam metástase à distância. “Cuidar da saúde todos os anos é primordial para isso; quanto mais cedo o paciente inicia a prevenção, maior será a chance de cura”, afirma.

Maio Vermelho

O mês de Maio foi escolhido pela SBU para concentrar as ações de conscientização para o câncer de
bexiga por ser também o mês de combate ao tabagismo, que é um dos principais fatores de risco para o
aparecimento da doença. Segundo estimativas, o problema afeta cerca de 2,4% da população no País.

De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a probabilidade de desenvolver o
câncer de bexiga é três vezes maior na população fumante do que na não-fumante. Levantamento realizado em pacientes atendidos pela instituição mostrou que, 65% dos casos diagnosticados em homens e 25% nas mulheres, estão diretamente ligados ao hábito de fumar.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação