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Brasil começa a desenhar a Estratégia Nacional de Terras Raras

A proposta é organizar a cadeia produtiva de terras raras e criar bases mais sólidas para o setor, que tem papel direto no avanço de tecnologias, na inovação e na transição energética. O alinhamento com a política industrial reforça a busca por desenvolvimento com visão de longo prazo.
O debate sobre terras raras ganhou um novo passo no país.

O Brasil começou a dar forma à Estratégia Nacional de Terras Raras, um passo importante para transformar o potencial mineral do país em desenvolvimento real. O Ministério de Minas e Energia iniciou os estudos que vão orientar essa estratégia, definindo metas, metodologia e os caminhos para organizar a cadeia de terras raras no país.

A ideia é ir além da extração. O foco do projeto é fortalecer a indústria, estimular a inovação e alinhar o uso das terras raras às políticas ambiental, industrial e de transição energética. Na prática, isso significa gerar mais valor dentro do Brasil e reduzir a dependência de cadeias externas.

Para a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, a estratégia representa uma mudança de visão. Segundo ela, o objetivo é avançar da produção primária para a transformação mineral, criando conhecimento, fortalecendo a soberania nacional e gerando benefícios duradouros para a sociedade.

O estudo também vai servir de base para decisões do Governo do Brasil, ajudando a atrair investimentos responsáveis, fortalecer a base tecnológica e diminuir riscos no fornecimento global de minerais estratégicos. A proposta inclui ainda diagnósticos sobre oportunidades de crescimento da cadeia de valor, sustentabilidade e mecanismos de governança e acompanhamento do setor.

A Estratégia Nacional de Terras Raras é considerada um pilar para viabilizar uma transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo, em que potencializa os impactos econômicos e sociais nas regiões com vocação para terras raras, estimulando o desenvolvimento regional, a criação de empregos e renda, o avanço tecnológico e a inserção do país em áreas estratégicas da economia mundial.

Além do MME, a reunião contou com a participação de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e de consultores que participaram da elaboração do estudo. Financiado pelo BID com recursos da União Europeia, o projeto integra os esforços para o fortalecimento da governança, da sustentabilidade e da visão estratégica do setor mineral brasileiro.

 

Fonte – MME

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/FPMin

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