Variedades

Vai pegar a estrada no Carnaval? A revisão do carro pode evitar acidentes e dor de cabeça

Além de mais segurança, a manutenção regular evita gastos maiores, já que o conserto de última hora costuma sair mais caro.
A revisão veicular preventiva ajuda a identificar problemas antes que eles virem imprevistos na estrada.
Cuidar do carro no dia a dia faz toda a diferença para uma viagem mais segura e tranquila.

Com carros cada vez mais tecnológicos, a eletrônica embarcada deixou de ser um detalhe e passou a exigir atenção constante. Essa mudança impacta não só concessionárias e oficinas, mas também os motoristas, que precisam manter a revisão veicular em dia para rodar com segurança. Em um cenário de tantas inovações, acompanhar as novidades deixou de ser opção e virou necessidade.

Mesmo assim, ainda é comum deixar tudo para a última hora. Em feriados prolongados, como o Carnaval, milhares de pessoas pegam a estrada sem checar as condições do veículo. O problema é que a pressa e a falta de planejamento aumentam os riscos de falhas mecânicas, acidentes e prejuízos que poderiam ser evitados com uma simples revisão preventiva.

Para Alexandre Mol, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos de Minas Gerais, é preciso mudar a cultura do motorista brasileiro. Segundo ele, a manutenção preventiva custa menos do que a corretiva e evita surpresas desagradáveis. Manter o carro revisado não é gasto extra, mas um investimento direto em segurança e na preservação do próprio patrimônio.

Do outro lado, oficinas e concessionárias também precisam acompanhar a evolução do setor. A qualificação contínua dos profissionais é fundamental para garantir serviços de qualidade, seguindo as orientações dos fabricantes e os padrões técnicos de segurança e emissões. Cursos, treinamentos e palestras ajudam a manter as equipes atualizadas em um mercado cada vez mais exigente.

Segundo Marcus Vinicius da Silva Gomes, instrutor do SENAI Automotivo, a instituição oferece diferentes caminhos de formação. Há cursos de aprendizagem para jovens que querem ingressar na área, cursos técnicos que abordam o veículo de forma completa e cursos de qualificação e aperfeiçoamento voltados à especialização. A ideia é preparar profissionais capazes de lidar com a tecnologia dos veículos modernos e garantir mais segurança para quem está ao volante.

Principais riscos veiculares: atenção à manutenção

Segundo Mol, os itens mais críticos – como freios, suspensão, pneus, correia de distribuição e sistema de refrigeração – podem causar acidentes mais graves se não estiverem em boas condições.

“Vemos muitos acidentes em função de pneu desgastado, suspensão com folgas, problemas de freio. E é importante destacar que a revisão de última hora não substitui a manutenção constante. O ideal é passar na oficina pelo menos uma vez por ano ou a cada 10 mil quilômetros rodados, sempre acompanhando o manual do veículo”, orienta o presidente do SINDIREPA.

Marcus Vinicius da Silva Gomes, instrutor de formação do SENAI Automotivo, lembra ainda da importância de o proprietário conhecer bem o próprio veículo. “Não adianta ter um carro em câmbio mecânico e comprar um novo automático, sem nem entender bem como funciona ou ter experiência e se aventurar em uma viagem na estrada. Conhecer o carro e o que ele entrega em itens de conforto e segurança é primordial”, destaca.

Marcus destaca ainda que, antes de viajar, o motorista deve fazer uma revisão minuciosa no automóvel. “Conferir o nível de óleo fluido do veículo é o mínimo antes de sair para a viagem. Avaliar se a manutenção vai durar a quilometragem de ida e vinda do trajeto, conferir farol e lanterna, pneu, suspensão, sistema de freio, motor e transmissão. Não se esquecendo de conferir se a documentação do carro e do motorista está em dia, e estar com o manual do veículo sempre no porta luvas, caso haja uma emergência e seja preciso parar na estrada”, salienta.

Inspeção veicular obrigatória

O projeto que prevê a inspeção veicular obrigatória para carros com mais de cinco anos tem sido muito criticado, mas, segundo Mol, as críticas vêm daqueles que minimizam os riscos de acidentes e estão preocupados apenas com o gasto.

“Todo transporte tem que estar em dia com a inspeção técnica e isso não é só para carro. Então, a inspeção veicular é benéfica de forma total, garantindo mais segurança para todos os ocupantes’’, afirma.

Manutenção em carros elétricos

Para Mol, é preciso avaliar alguns pontos antes de decidir pela compra de um carro elétrico: “são muitos os poluentes envolvidos na fabricação de um carro elétrico, o custo de manutenção é altíssimo e há grande dificuldade de revenda, consequentemente a desvalorização do automóvel”.

“Não discuto a eficiência do carro elétrico. Certamente ele emite menos poluente ou quase nada. Contudo, a fabricação de um carro elétrico é mais poluente do que a do carro a combustão. Sua construção parte a parte emite mais gás de carbono devido às baterias. Então sua eficiência ambiental é após pronto”, acrescenta Mol.

Para quem deseja investir em um carro elétrico, Mol também atenta para alguns pontos e dá algumas dicas: a manutenção do carro elétrico é mais cara e complexa. “O elétrico que depende do plugin para carregar, com o tempo a bateria vai deteriorando, assim como um celular que precisa ser carregado mais vezes ao dia. Com o tempo, tem que ir carregando o veículo por mais e mais tempo e pode precisar inclusive trocar, se o carro passa a não ter a mesma eficiência que antes. A bateria dos carros elétricos costuma ter uma garantia de 10 anos, mas desde o seu início, há uma regressão na capacidade de acumular carga, não chegando aos 10 anos com sua plena eficiência”, explica.

Para quem tem criança em casa, ter um carro elétrico costuma precisar de ter um segundo carro como opção. “Se você tem um carro elétrico carregando e precisa de uma emergência com uma criança, precisa ter um segundo veículo ou depender do táxi, ou Uber para sair às pressas. Tem que avaliar tudo antes de decidir por um carro elétrico”.

A manutenção é mais cara e complexa, principalmente no híbrido. “A hora da mão de obra é quatro vezes mais cara do que a do carro a combustão. Sem contar que é muito mais complexa: os sensores são caros e os equipamentos usados para fazer a união do motor a combustão com o motor elétrico são muitos específicos, não sendo encontrados no mercado alternativo e mais caros do que o normal. O mercado de seminovos elétricos e híbridos está com dificuldade de revenda, inclusive os mais antigos ”.

Na opinião de Mol, o Brasil não precisaria dessa matriz energética. “Somos ricos em etanol e deveríamos focar nele”, complementa.

Adulteração de combustíveis

A adulteração de combustíveis é uma questão complexa, pois muitas vezes nem mesmo o dono do posto sabe que o combustível foi adulterado. “Uma dica que sempre dou é abastecer em postos de combustíveis com bandeira ou que esteja há muito tempo no mercado, já é conhecido em determinadas regiões ou bairros e não troca sempre de dono ou de bandeira”, alerta Alexandre Mol.

Ele ressalta ainda que é importante desconfiar quando o preço da gasolina anunciado estiver muito abaixo da média nacional. “Há ainda o caso do posto que acrescenta água ao etanol ou mais etanol do que o permitido por lei (30%) à gasolina. Como a maioria da frota brasileira é flex, muitos postos aumentam a mistura do etanol na gasolina e assim o consumidor só percebe quando o carro passa a gastar mais combustível fazendo o mesmo trajeto. Caso isso aconteça, o motorista pode desconfiar do posto onde abasteceu”.

 

 

 

Fonte – Ascom Fiemg

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação Ascom e Ilustração/Canva

temas relacionados

clima e tempo

publicidade

baixe nosso app

outros apps