A cidade de Belém recebe a II Semana do Clima da Amazônia, considerada o primeiro grande encontro climático realizado após a COP30. O evento coloca a capital paraense no centro das discussões sobre sustentabilidade, preservação ambiental e desenvolvimento da região amazônica. A programação reúne especialistas, autoridades, pesquisadores e representantes da sociedade civil em debates voltados para os desafios climáticos globais. A abertura contará com a presença do embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP30. O encontro reforça o papel estratégico da Amazônia nas decisões ambientais internacionais. Além disso, amplia a visibilidade de Belém como referência nas discussões sobre clima e futuro sustentável.
Belém vai receber, entre os dias 29 de junho e 4 de julho de 2026, a II Semana do Clima da Amazônia, considerada o primeiro grande encontro climático internacional realizado na capital paraense após a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP30). O evento chega com a proposta de manter viva a agenda construída durante a Conferência das Partes e consolidar a Amazônia como epicentro das soluções climáticas do Sul Global.
As inscrições gratuitas para os painéis da II Semana do Clima da Amazônia serão abertas no próximo dia 19 de maio, terça-feira. Já as inscrições para os eventos autogestionados já estão disponíveis e podem ser realizadas por empresas e instituições interessadas em propor atividades por meio do site oficial da Semana do Clima.
Os eventos autogestionados ocorrerão nos dias 1º, 2 e 3 de julho, enquanto os dias 29 e 30 de junho serão dedicados às principais agendas da programação oficial do encontro, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia.
Além dos debates e encontros estratégicos, o evento contará com visitas de base comunitária, e uma agenda descentralizada em diferentes pontos da capital paraense, como Parque de Bioeconomia, Cesupa, Auditório da Fiepa e Palácio Antônio Lemos.
A abertura do evento contará com a participação do embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP30. A expectativa é que ele aborde o legado deixado pela conferência realizada em Belém, os avanços construídos a partir dos compromissos climáticos globais e os caminhos futuros para a agenda ambiental internacional, especialmente no contexto amazônico.
A programação reunirá representantes do setor privado, agentes públicos, povos tradicionais, juventudes, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças internacionais em diferentes espaços de Belém para debater caminhos voltados à sustentabilidade, justiça climática e desenvolvimento regenerativo. Entre os objetivos da edição de 2026 estão o monitoramento dos compromissos firmados durante a COP30, a conexão entre lideranças globais e amazônicas, a atração de novos investimentos regenerativos e o fortalecimento da participação de juventudes, mulheres e povos originários no centro das discussões climáticas.
Segundo Lucimar Souza, diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), um dos correalizadores, a II Semana do Clima da Amazônia surge como um espaço fundamental para ampliar a participação da população amazônica nas discussões globais sobre mudanças climáticas. “O principal legado da primeira edição foi trazer de forma estruturada para a Amazônia o debate sobre clima e a busca por soluções para os desafios da região. Durante muito tempo, as pessoas ouviam falar das Semanas do Clima acontecendo em outros países, e realizar esse encontro em Belém permitiu ampliar a participação da população amazônica nesse debate”, destacou. A diretora também ressaltou que o evento busca fortalecer o protagonismo regional ao criar espaços de escuta, diálogo e proposição de soluções conectadas à realidade amazônica. “Além de discutir os desafios, a Semana do Clima também é um espaço de aprendizagem sobre o debate climático global, ajudando mais pessoas a compreenderem a importância desse tema”, afirmou.
A II Semana do Clima da Amazônia será estruturada em seis eixos temáticos da Agenda de Ação da COP30, considerados estratégicos para o futuro da floresta e da humanidade. O primeiro abordará os compromissos pós-COP30 e os chamados “Mapas do Caminho”, com debates sobre transição energética justa, afastamento dos combustíveis fósseis, adaptação climática e cooperação entre florestas tropicais.
Outro eixo será voltado às economias regenerativas e à sociobioeconomia, com discussões sobre soluções baseadas na natureza, restauração florestal, cadeias produtivas da biodiversidade e financiamento climático. Também haverá espaço para debates sobre direitos territoriais, protagonismo de juventudes e povos originários, enfrentamento ao racismo ambiental e fortalecimento da cidadania. A programação ainda incluirá painéis sobre ciência, inovação e impactos das mudanças climáticas na saúde.
Entre as agendas previstas está a “Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí”, com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), programada para o dia 1º de julho, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA). A atividade terá como tema “Açaí Amazônico: saúde, nutrição e novas aplicações” e reunirá especialistas, pesquisadores, chefs, comunicadores e representantes da cadeia produtiva para discutir o potencial do açaí amazônico como alimento funcional, suas aplicações culinárias e industriais, além de estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional. A agenda também contará com degustações, apresentações empresariais e visita técnica a unidades de beneficiamento do produto.
Fonte – Ascom
Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom




