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Cooperativas ganham força e ampliam acesso à internet no Brasil

Nova lei garante segurança jurídica e impulsiona a atuação das cooperativas no setor de telecomunicações.
Expansão da conectividade leva internet a regiões rurais e comunidades antes isoladas.
Inclusão digital avança e reforça o papel das cooperativas no desenvolvimento do país.

A ampliação do acesso à internet em regiões afastadas dos grandes centros tem encontrado nas cooperativas um importante vetor de transformação no Brasil. Em áreas rurais e municípios menores, onde a presença de grandes operadoras ainda é limitada, esse modelo de atuação vem ganhando força e contribuindo diretamente para reduzir desigualdades digitais. Com a sanção da Lei 15.324/2026, o setor passou a contar com mais segurança jurídica, o que fortaleceu a atuação das cooperativas em telecomunicações e ampliou o alcance da conectividade em todo o país.

Cooperativas impulsionam inclusão digital e mudam realidade no interior do Brasil

Levar internet de qualidade para regiões afastadas dos grandes centros ainda é um dos principais desafios da infraestrutura digital brasileira. Em muitos municípios do interior e em comunidades rurais, essa realidade começa a mudar com a atuação das cooperativas, que têm investido em redes próprias e soluções locais para garantir acesso à conectividade.

Esse movimento ganhou ainda mais força com a sanção da Lei 15.324/2026, que consolidou a segurança jurídica para a atuação das cooperativas no setor de telecomunicações. A nova legislação reconhece formalmente essas organizações como prestadoras de serviços de telecom no país, ampliando o espaço para expansão e investimento em infraestrutura digital.

Na prática, a medida representa um avanço importante para um modelo que já vinha desempenhando papel relevante na oferta de internet, especialmente em regiões onde o mercado tradicional não chega com facilidade. Antes da mudança, as cooperativas estavam restritas ao atendimento de seus próprios cooperados, o que limitava o crescimento da cobertura e dificultava a ampliação dos serviços.

Com o novo marco legal, esse cenário mudou. Atualmente, três cooperativas do ramo de infraestrutura já operam empresas limitadas no setor de telecomunicações, atendendo juntas mais de 74 mil usuários em comunidades rurais do Rio Grande do Sul. A mudança regulatória abriu caminho para que essas iniciativas se expandam e alcancem outras regiões do país.

Mais do que acesso à internet, a expansão da conectividade representa inclusão. Hoje, estar conectado significa ter acesso à educação, serviços de saúde, informações públicas e oportunidades de renda. No campo, a internet também se tornou uma ferramenta estratégica para gestão de propriedades, monitoramento da produção e comercialização de produtos agrícolas, fortalecendo a economia local.

Para o senador Flávio Arns, relator da proposta no Senado e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a nova lei marca um avanço estrutural para o setor. Segundo ele, o texto representa um passo decisivo para ampliar a participação das cooperativas na oferta de serviços de telecom, especialmente em áreas historicamente desassistidas.

A avaliação é compartilhada pelo Sistema OCB. O coordenador de Ramos, Hugo Andrade, destaca que a construção da legislação foi fruto de diálogo técnico e articulação institucional, envolvendo cooperativas e entidades do setor de telecomunicações. Para ele, a medida garante segurança jurídica e abre espaço para novos modelos de atendimento mais próximos das comunidades.

A nova legislação também reflete um processo de amadurecimento do cooperativismo no Brasil. O tema esteve por anos na agenda institucional do setor e avançou a partir de debates no Congresso Nacional, especialmente com o PL 1.303/2022. A proposta consolidou a possibilidade de atuação das cooperativas em condições de maior equilíbrio com outros players do mercado.

Com isso, o país dá um passo importante na direção da inclusão digital. As cooperativas passam a ocupar um papel estratégico na expansão da internet, especialmente em locais onde a presença do Estado e de grandes empresas ainda é limitada. O resultado é um impacto direto na qualidade de vida, no desenvolvimento econômico e na redução das desigualdades regionais.

 

 

 

Fonte – OCB

Texto com apoio de Inteligência Artificial/Edição Coopnews

Foto – Ministério da Agricultura e Pecuária

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