O Amazonas FC vive seu momento mais delicado na série C do brasileiro. Após uma derrota acachapante por 3 a 0 para o Volta Redonda, a Onça-pintada saiu, pela primeira vez na competição, do grupo dos oito classificados que avançam para a próxima fase. O revés fez o time despencar para a 10ª colocação, interrompendo uma sequência impressionante de 11 rodadas consecutivas de protagonismo no topo da tabela. Agora, com apenas sete jogos restantes na fase inicial, a equipe corre contra o tempo para reencontrar o futebol que a colocou como líder e garantir sua sobrevivência na disputa.
Um início de encher os olhos
Quem acompanhou as primeiras semanas da série C do brasileiro viu um Amazonas FC implacável. A trajetória começou com um oitavo lugar na estreia, mas a ascensão foi meteórica: já na segunda rodada, a equipe assumiu a liderança e por lá permaneceu até a quinta jornada. Sob o comando de Cristian de Souza — que chegou ainda durante o estadual para substituir Márcio Fernandes — o time parecia ter encontrado a fórmula do sucesso.
Os números daquele período não mentiam. Foram quatro vitórias e um empate em cinco jogos, garantindo 13 dos 15 pontos possíveis. Com uma defesa sólida que sofreu apenas um gol e um ataque eficiente que balançou as redes oito vezes, o torcedor amazonense tinha todos os motivos para acreditar em uma classificação tranquila e, quem sabe, em um retorno direto à Série B.
O fator extracampo e a queda de rendimento
Entretanto, o futebol é feito de momentos, e a estabilidade do Amazonas começou a ruir justamente quando o time estava no auge. A saída repentina do técnico Cristian de Souza, que aceitou um convite do Santa Cruz, marcou o início de um período turbulento. A liderança na série C do brasileiro não foi suficiente para segurar o treinador, e o vácuo deixado no comando técnico abriu espaço para uma crise de identidade em campo.
Enquanto a diretoria buscava um substituto, nomes como Ricardo Lecheva e Bebeto Sauthier assumiram o time interinamente, mas a queda de rendimento foi inevitável. O Amazonas amargou quatro derrotas consecutivas, um golpe duro que fez a equipe despencar da primeira para a oitava posição. A solidez defensiva desapareceu, goleadas foram sofridas e problemas no elenco, como a rescisão do volante Gabriel Domingos e a possível saída de jogadores importantes como MV, começaram a surgir.
Mesmo com a chegada de Rodrigo Santana, a recuperação foi apenas parcial. Embora tenha conseguido pontuar contra Anápolis, Náutico e Barra-SC, o desempenho coletivo já não convencia o torcedor nem os analistas, deixando claro que a “gordura” acumulada no início do campeonato estava chegando ao fim.
O choque de realidade contra o Volta Redonda
O confronto direto contra o Volta Redonda era a oportunidade perfeita para consolidar a permanência no G-8, mas o que se viu foi um domínio absoluto do adversário. O placar de 3 a 0 não apenas selou a derrota, mas empurrou o Amazonas para a 10ª colocação, com os mesmos 17 pontos da rodada anterior, sendo ultrapassado pelo próprio time carioca e pelo Floresta.
Pela primeira vez em 12 rodadas, a Onça-pintada olha para o G-8 de baixo para cima. A tabela mostra uma queda constante: do 1º lugar na 5ª rodada para o 10º na 12ª. A margem de erro, que antes era confortável, agora é inexistente.
O caminho para a redenção
Apesar do cenário preocupante, nem tudo está perdido para o representante do Amazonas na série C do brasileiro. Com 17 pontos conquistados, a distância para o grupo de classificação ainda é curta, mas o desafio é psicológico e técnico. Restam sete “finais” para o encerramento da primeira fase.
Para voltar a figurar entre os oito melhores, o Amazonas FC precisará resgatar a intensidade e o padrão de jogo apresentados no início da temporada. O próximo desafio já sofreu alterações: a partida contra o Itabaiana, pela 13ª rodada, foi movida para segunda-feira (6), fugindo do conflito de horário com os jogos da Copa do Mundo. É a chance de ouro para Rodrigo Santana e seus comandados provarem que o início avassalador não foi um acaso, mas o verdadeiro DNA de uma equipe que ainda quer lutar pelo acesso.
Fonte – FAF
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – João Normando/AMFC




