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Farmácias ampliam vendas digitais e ganham novos espaços na rotina dos brasileiros

Vendas digitais por e-commerce, WhatsApp e delivery mudam a forma como consumidores compram em farmácias.
Pequenos negócios apostam nas vendas digitais sem abrir mão do atendimento próximo ao cliente.
Vendas digitais aceleram transformação das farmácias e criam novas oportunidades para o setor.

As farmácias estão ocupando um espaço cada vez maior na rotina dos brasileiros, impulsionadas pela expansão dos serviços e das vendas digitais. E-commerce, WhatsApp e delivery passaram a fazer parte da estratégia de negócios e aproximaram ainda mais as empresas dos consumidores, que buscam praticidade, rapidez e facilidade na hora da compra. Ao mesmo tempo em que a tecnologia transforma a relação com o público, o atendimento presencial continua sendo um diferencial, principalmente para pequenos negócios que apostam na proximidade e na confiança construída com os clientes. A combinação entre canais digitais e relacionamento pessoal vem criando novas possibilidades para o setor, que amplia sua atuação para além do balcão. Para o Sebrae, acompanhar essas mudanças e entender os novos hábitos de consumo é fundamental para que pequenos empreendedores possam aproveitar as oportunidades e fortalecer seus negócios em um mercado cada vez mais conectado.

O Dia da Farmácia, celebrado em 5 de agosto, destaca a importância de um dos estabelecimentos mais presentes no dia a dia dos brasileiros. Nos últimos anos, esses negócios deixaram de ser apenas locais para a compra de medicamentos e passaram a oferecer uma experiência mais completa, com vendas por aplicativos e sites, entrega em domicílio e um portfólio cada vez maior de produtos de higiene, beleza, bem-estar e alimentação.

Para os pequenos negócios, destaca o Sebrae, acompanhar essa evolução representa uma oportunidade de conquistar novos consumidores e aumentar o faturamento. Essa mudança já aparece nos números do setor. Dados da Abrafarma mostram que as vendas online das redes associadas cresceram 48,7% entre 2024 e 2025, passando de R$ 13,16 bilhões para R$ 19,56 bilhões. Com isso, o comércio eletrônico passou a representar 17% do faturamento das empresas e se consolidou como um dos principais motores de crescimento do varejo farmacêutico.

O avanço reflete os investimentos em plataformas digitais, aplicativos, programas de fidelidade e serviços de delivery, que aproximam ainda mais as farmácias dos consumidores. Além da transformação digital, as farmácias também ampliaram sua atuação para atender às novas demandas do público.

Produtos de higiene e beleza, dermocosméticos, suplementos, vitaminas e itens de conveniência vêm ganhando espaço nas prateleiras e nas vendas online. Ainda segundo a Abrafarma, a categoria de não medicamentos movimentou R$ 35,78 bilhões entre outubro de 2024 e setembro de 2025, um crescimento de 10,13% em relação aos 12 meses anteriores.

“Investir em canais digitais, oferecer diferentes formas de atendimento e diversificar o portfólio são estratégias que ajudam a atender um cliente cada vez mais conectado e exigente”, afirma Maria Consuelo Mello, gestora da Carteira Setorial de Beleza e Bem-Estar do Sebrae. Ao mesmo tempo, acrescenta, manter um atendimento próximo e personalizado continua sendo um importante diferencial competitivo, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Tecnologia sem perder a proximidade

Na Farmácia FarMelhor Ouro Branco, no interior de Minas Gerais, essa transformação já faz parte da rotina. O empreendedor Fellipe Meireles conta que o WhatsApp se tornou uma extensão do balcão da loja e que os consumidores passaram a transitar com naturalidade entre os canais físico e digital.

“Hoje o cliente pesquisa, compara preços, envia a receita pelo WhatsApp, tira dúvidas e, muitas vezes, finaliza a compra sem precisar entrar na loja. Não existe mais separação entre o atendimento presencial e o digital; é uma única jornada”, explica.

Segundo Meireles, embora a digitalização tenha avançado, o relacionamento continua sendo um diferencial, especialmente em cidades do interior. “O WhatsApp funciona muito mais como um canal de relacionamento e conveniência do que como substituto da loja física. O cliente valoriza a proximidade, a confiança e a orientação do farmacêutico, principalmente quando se trata de medicamentos e cuidados com a saúde”, afirma.

A combinação entre tecnologia, conveniência e atendimento humanizado é o que mantém a confiança dos clientes e fortalece a fidelização. Isso mostra que a inovação no setor farmacêutico passa tanto pelas ferramentas digitais quanto pela relação construída no balcão.

 

 

Fonte – Agência Sebrae

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação

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