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Dia do Sorvete celebra uma paixão brasileira que atravessou gerações

Comemorada em 23 de setembro, a data foi criada pela ABIS em 2002 para valorizar o produto e estimular seu consumo.
A sobremesa chegou ao Brasil no século XIX e ganhou produção industrial a partir de 1941.
Além de fazer parte do cotidiano dos brasileiros, o setor movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano e gera milhares de empregos.

Nesta quarta-feira, 23 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Sorvete, uma data dedicada a uma das sobremesas mais populares do país. Criada em 2002 pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), a comemoração foi escolhida para marcar a chegada das estações mais quentes do ano, período tradicionalmente associado ao aumento do consumo da sobremesa gelada. A história do sorvete, porém, começou muito antes de sua popularização no Brasil. Preparações à base de gelo ou neve existem há milhares de anos e, ao longo do tempo, diferentes técnicas contribuíram para chegar ao produto conhecido atualmente. No Brasil, o sorvete começou a ganhar espaço no século XIX, quando o gelo importado permitiu a preparação da sobremesa mesmo sem os modernos sistemas de refrigeração. Décadas depois, a produção industrial ampliou o acesso ao produto. Hoje, segundo dados divulgados pela ABIS, o setor brasileiro reúne cerca de 10 mil empresas, movimenta aproximadamente R$ 13 bilhões por ano e gera 100 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.

Se existe uma sobremesa capaz de atravessar gerações e continuar presente na rotina dos brasileiros, o sorvete certamente está entre elas. Nesta quarta-feira, 23 de setembro, a sobremesa ganha uma data especial no calendário brasileiro: o Dia Nacional do Sorvete.

A comemoração foi criada e instituída em 2002 pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS). Segundo a entidade, a escolha da data está relacionada à chegada das estações mais quentes do ano e teve, entre seus objetivos, ampliar a visibilidade do produto, destacar seus aspectos nutricionais e estimular a produção em todo o país.

A data também ajuda a lembrar que o sorvete deixou de ser apenas uma guloseima associada aos dias quentes e passou a fazer parte dos hábitos de consumo durante todo o ano.

Uma história que começou muito antes

A origem do sorvete não pode ser atribuída a uma única pessoa ou civilização. Preparações geladas feitas com neve ou gelo misturados a outros ingredientes são registradas há milhares de anos, especialmente na Ásia.

Com o desenvolvimento de novas técnicas de congelamento e conservação, essas preparações foram sendo modificadas até chegar às diferentes formas de sorvete conhecidas atualmente.

Uma das histórias mais conhecidas relaciona o explorador Marco Polo à chegada das sobremesas geladas à Europa. Segundo essa narrativa, ele teria levado para a Itália, no final do século XIII, técnicas aprendidas durante suas viagens pela Ásia. A versão, porém, não possui evidências históricas suficientes para confirmar que Marco Polo tenha sido responsável pela introdução do sorvete na Europa.

O sorvete chega ao Brasil

No Brasil, a sobremesa começou a ganhar espaço no século XIX. Um episódio frequentemente citado pela ABIS ocorreu em 1834, no Rio de Janeiro, quando comerciantes adquiriram uma grande quantidade de gelo trazido dos Estados Unidos e passaram a preparar sorvetes utilizando frutas brasileiras.

Naquele período, manter uma sobremesa congelada era uma tarefa complicada. Como ainda não existiam os sistemas modernos de refrigeração, o produto precisava ser preparado e consumido rapidamente.

A dificuldade de conservação era tamanha que até os horários de preparo podiam fazer parte da informação oferecida aos consumidores. Um anúncio publicado em São Paulo, em 4 de janeiro de 1878, informava o horário em que os sorvetes seriam preparados, permitindo aos clientes saber quando poderiam encontrá-los ainda congelados.

Da produção artesanal à indústria

A expansão da refrigeração e das técnicas industriais mudou completamente a relação do público com a sobremesa.

Segundo a ABIS, o sorvete passou a ser distribuído em escala industrial no Brasil em 1941, facilitando sua comercialização e contribuindo para a expansão do mercado nacional.

Com a possibilidade de produzir, armazenar e transportar maiores quantidades, o produto chegou a um número cada vez maior de consumidores e passou a ocupar espaço permanente no mercado de alimentos.

Atualmente, dados divulgados pela ABIS apontam a existência de aproximadamente 10 mil empresas ligadas à produção e comercialização de sorvetes e gelatos no Brasil. O setor gera cerca de 100 mil empregos diretos e 200 mil indiretos, sendo que 92% das empresas são micro e pequenas empresas.

O mercado movimenta aproximadamente R$ 13 bilhões por ano, enquanto o consumo per capita brasileiro é estimado em 5,50 litros de sorvete por ano. A ABIS informa ainda que o consumo se distribui regionalmente da seguinte maneira: Sudeste, 52%; Nordeste, 19%; Sul, 15%; Centro-Oeste, 9%; e Norte, 5%.

Uma sobremesa que também movimenta a economia

Além do aspecto cultural, o sorvete representa uma cadeia econômica que envolve fabricação, distribuição, comércio e geração de empregos.

Segundo a ABIS, com a chegada da alta estação, o verão, existe uma expectativa de crescimento de 25% a 30% no mercado de trabalho especificamente no segmento de empregos diretos. A entidade também desenvolve campanhas para estimular o consumo durante todo o ano.

Para o presidente da ABIS, Eduardo Weisberg, o Dia Nacional do Sorvete tem justamente essa função de ampliar a visibilidade do produto e estimular novas oportunidades para os empresários do segmento.

Mais de dois séculos depois dos primeiros registros do consumo da sobremesa no Brasil, o sorvete continua ocupando um lugar especial na mesa e na memória afetiva dos brasileiros. Em diferentes sabores, formatos e combinações, a data de 23 de setembro serve como convite para celebrar essa história — e, para quem quiser, com uma bola ou duas no caminho.

 

 

PALAVRAS-CHAVE – Dia Nacional do Sorvete mercado de sorvetes

 

Fonte – Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS); Calendarr; Centro de Produções Técnicas (CPT).

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/

 

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