Cultura

Cine Líbero Luxardo recebe o VII Festival Internacional de Filme Etnográfico do Pará

Evento gratuito reúne exibições de filmes, mostras competitivas, masterclass e debates entre os dias 15 e 21 de outubro em Belém.
Sétima edição presta homenagem especial aos 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias e sua contribuição para o audiovisual indígena.
Programação da Fundação Cultural do Pará promove o diálogo entre cinema, antropologia, memória, território e cosmologia dos povos originários.

O Cine Líbero Luxardo, espaço cultural mantido pela Fundação Cultural do Pará (FCP) em Belém, sedia entre os dias 15 e 21 de outubro de 2026 o VII Festival Internacional de Filme Etnográfico do Pará (FIFEP). Com entrada inteiramente gratuita, o evento reafirma a integração entre cinema, antropologia e causas originárias ao reunir mostras competitivas, oficinas, lançamentos de livros e debates com realizadores, pesquisadores e estudantes.

Nesta sétima edição, o festival destaca como tema central a celebração dos 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias (VNA), marco histórico na formação de cineastas indígenas e na autodeterminação da produção audiovisual em terras comunitárias. A noite de abertura traz a exibição do documentário “Gavião Parkatêjê – A construção das imagens-memória”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho, além de retrospectivas das quatro décadas do projeto.

Com exibições de produções emblemáticas e debates sobre território, ancestralidade e resistência, o festival consolida o Pará como polo estratégico de reflexão cultural e valorização das identidades amazônicas no cinema.

O Cine Líbero Luxardo, espaço da Fundação Cultural do Pará (FCP), recebe, entre os dias 15 e 21 de outubro, o VII Festival Internacional de Filme Etnográfico do Pará (FIFEP). A programação reúne produções cinematográficas que abordam temas relacionados aos povos indígenas, à memória, aos territórios, às identidades e às diferentes formas de expressão cultural. A entrada é gratuita.

O festival chega à sétima edição reafirmando a aproximação entre cinema, antropologia e povos indígenas. Neste ano, o FIFEP presta uma homenagem especial aos 40 anos do Vídeo nas Aldeias (VNA), experiência reconhecida pela formação de realizadores indígenas e pela produção audiovisual construída em diálogo com diferentes comunidades. A programação reúne realizadores, pesquisadores, estudantes e comunidades para refletir sobre a trajetória e o legado do projeto.

A abertura ocorre nesta quinta-feira (15), às 19h, com uma apresentação cênica e afetiva, seguida do início da homenagem aos 40 anos do Vídeo nas Aldeias. Na ocasião, será exibido o episódio “Gavião Parkatêjê – A construção das imagens-memória”, da série “Arquivo Aberto”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho. Produzido em 2025, o filme revisita a origem do projeto e a devolução de registros históricos às primeiras comunidades indígenas visitadas pelo VNA. A sessão também contará com a participação dos diretores.

Na sexta-feira (16), a programação começa pela manhã, com a masterclass “Documentário compartilhado: fazer cinema com as pessoas”, das 9h às 12h, com Tita e Ana Carvalho. À tarde, o público poderá acompanhar as Mostras Competitivas Jean Rouch e Divino Tserewahú, com filmes que abordam territórios, memória, ritos, celebrações e cosmologias.

A programação da noite dá continuidade à homenagem aos 40 anos do Vídeo nas Aldeias, com a retrospectiva da primeira década do projeto. Entre os destaques está “A Festa da Moça”, de Vincent Carelli, produzido em 1987. O curta acompanha um ritual de iniciação feminina dos Nambiquara e o contato da comunidade com sua própria imagem registrada em vídeo.

Também será exibido “Nambikwara Mamaindê – O retorno das imagens-espírito”, episódio da série “Arquivo Aberto”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho. A produção recupera registros realizados na década de 1980 e mostra o retorno dessas imagens às comunidades Nambikwara Mamaindê, no Vale do Guaporé, em Mato Grosso.

Ainda na sexta-feira, o público poderá assistir a “Sukande Kasáká – Terra Doente”, de Kamikia Kisêdjê e Fred Rahal. O documentário acompanha os impactos do avanço do agronegócio sobre o povo Kisêdjê e o dilema enfrentado pela comunidade diante das ameaças à terra, à água e à saúde.

No sábado (17), a programação reúne filmes das mostras competitivas que discutem a relação entre rios, florestas, aprendizagem, língua, mitos e narrativas. O dia também terá o lançamento do livro “O Mundo Fora da Pedra”, de Rita Carelli, com apresentação, conversa, venda de livros, autógrafos e fotografias.

À noite, a homenagem aos 40 anos do VNA chega à segunda década, marcada pelo momento em que os povos indígenas passam a assumir cada vez mais a produção das próprias imagens. Entre os filmes está “Enawenê-Nawê – Os cantos do Yaõkwá voltaram”, que apresenta o retorno de registros do ritual Yaõkwá às comunidades Enawenê-Nawê e a reflexão sobre as transformações ocorridas no território e a continuidade das práticas rituais.

Também será exibido “Wai’á Rini – O poder do sonho”, de Divino Tserewahú. Produzido em 2001, o filme apresenta a relação entre ritual, sonho e espiritualidade entre o povo Xavante, registrando conhecimentos e práticas ligados à vida comunitária e ao mundo espiritual.

No domingo (18), as mostras competitivas apresentam filmes relacionados a ancestralidades, fé, travessias, contato, território e resistência. A partir das 19h, a programação do VNA segue para a terceira década, com o episódio “Isolados de Corumbiara – As imagens depois do fim”, da série “Arquivo Aberto”.

A produção revisita registros dos primeiros contatos e imagens dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, ocorrido em meados dos anos 1980, no território do rio Omerê, em Rondônia.

Na sequência, será exibido “Já me transformei em imagem”, de Zezinho Yube. O filme reúne relatos do povo Huni Kuin para contar a história da comunidade, desde os primeiros contatos com não indígenas até o trabalho com o vídeo. A programação também inclui “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, documentário que retrata a trajetória do cineasta Xavante Divino Tserewahú.

 

 

 

 

Fonte – Governo do Pará / Secretaria de Comunicação (SECOM-PA)

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação – Governo do Pará / Secretaria de Comunicação (SECOM-PA)

 

 

Festival Internacional de Filme Etnográfico do Pará Vídeo nas Aldeias

 

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