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Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para exportações do Amazonas e da Região Norte

Exportações brasileiras do agronegócio para a União Europeia cresceram 14,8% nos primeiros cinco meses de aplicação do acordo.
Amazonas tem 242 oportunidades identificadas para ampliar negócios com o mercado europeu.
Produtos como mel, frutas, castanhas e produtos florestais aparecem entre os segmentos que avançaram nas vendas brasileiras.

O Acordo Mercosul–União Europeia começou a apresentar resultados para o agronegócio brasileiro, com crescimento de 14,8% no valor das exportações destinadas ao bloco europeu entre maio e setembro de 2026. No período, as vendas alcançaram US$ 12,21 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Para o Amazonas e os demais estados da Região Norte, o novo cenário comercial representa oportunidades de ampliar a presença de produtos regionais no mercado europeu. Um levantamento da ApexBrasil identificou 242 oportunidades de exportação do Amazonas para a União Europeia. Em 2025, empresas do estado venderam US$ 199 milhões para países do bloco, e 112 empresas amazonenses mantiveram negócios com esse mercado. Embora os dados divulgados sobre o crescimento de 14,8% sejam nacionais, os números do Amazonas mostram que o estado já possui relações comerciais com a Europa e dispõe de possibilidades para diversificar suas exportações.

O Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia completou seis meses de aplicação provisória em 1º de novembro de 2026. Nos primeiros cinco meses de vigência, de maio a setembro, as exportações brasileiras do agronegócio para os 27 países da União Europeia somaram US$ 12,21 bilhões, crescimento de 14,8% em comparação com o mesmo período de 2025.

Em volume, o Brasil exportou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais, alta de 8,1% em relação aos 16,42 milhões de toneladas embarcados no intervalo correspondente do ano anterior.

O desempenho foi impulsionado por diferentes segmentos. Os produtos apícolas, principalmente o mel, registraram crescimento de 367% em valor. As carnes avançaram 103,5%, enquanto o complexo soja teve alta de 34,2%. Também cresceram as vendas de produtos florestais, com 23%, e de frutas, incluindo nozes e castanhas, com 15%.

Amazonas tem 242 oportunidades de exportação

No Amazonas, o mercado europeu representa uma possibilidade de diversificação dos destinos comerciais. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), elaborado com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, identificou 242 oportunidades de exportação do estado para a União Europeia.

Em 2025, empresas amazonenses exportaram US$ 199 milhões para países do bloco europeu. Ao todo, 112 empresas do estado mantiveram negócios com esse mercado.

Os números foram apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em agosto de 2026, durante a divulgação de um encontro realizado em Manaus para discutir oportunidades de acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

A iniciativa reuniu representantes do governo, do setor produtivo e especialistas em comércio exterior para debater as possibilidades abertas pelo acordo e a diversificação dos mercados para empresas da Amazônia Legal.

Produtos da Amazônia podem ampliar presença no mercado europeu

O crescimento nacional das exportações de mel, frutas, castanhas e produtos florestais indica segmentos que merecem atenção na busca por oportunidades comerciais. São atividades que também têm importância para diferentes cadeias produtivas da Região Norte.

No caso do Amazonas, a ampliação das vendas depende da capacidade das empresas de identificar compradores, atender às exigências do mercado europeu e agregar valor aos produtos. A participação de pequenos e médios empreendimentos também pode contribuir para diversificar a pauta exportadora regional.

É importante destacar, entretanto, que os dados nacionais do Ministério da Agricultura não apresentam a contribuição individual de cada estado para o crescimento de 14,8%. Assim, os números do Amazonas referentes às oportunidades identificadas e às exportações de 2025 ajudam a dimensionar a presença estadual no mercado europeu, mas não permitem atribuir ao acordo o crescimento de vendas do estado em 2026.

Preferências tarifárias e exigências ambientais

A aplicação provisória do acordo comercial começou em 1º de maio de 2026 e prevê reduções tarifárias graduais para produtos brasileiros, conforme os cronogramas negociados entre os dois blocos.

Entre os produtos que já contam com benefícios estão o café torrado, o café solúvel e o abacate. Para esses itens, a redução das tarifas ocorrerá gradualmente, com previsão de eliminação em 2030.

O acesso ao mercado europeu também exige atenção às normas sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Certificação e comprovação da origem dos produtos são aspectos importantes para empresas que desejam manter e ampliar suas vendas ao bloco.

Para o Amazonas e a Região Norte, o desafio será transformar as oportunidades identificadas em negócios, ampliar a capacidade produtiva e atender às exigências internacionais, mantendo a sustentabilidade como parte da estratégia de desenvolvimento.

 

Fonte – Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) / Ministério da Previdência Social

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom INSS

 

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