O avanço expressivo do turismo no Brasil traz perspectivas recordes de faturamento, mas escancara um desafio estrutural antigo: a carência e a alta rotatividade de mão de obra qualificada. De acordo com projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a alta temporada entre dezembro e fevereiro deve movimentar cerca de R$ 218 bilhões, impulsionada por milhões de turistas estrangeiros que visitam o país. No entanto, o ritmo acelerado de crescimento esbarra em gargalos operacionais críticos. Dados da CAPIH apontam que a rotatividade na hotelaria nacional encerrou o último ano acima de 50%, enquanto análises do World Travel & Tourism Council (WTTC) alertam para um déficit global projetado de milhões de profissionais no setor até 2035. Diante desse cenário de escassez e concorrência por talentos, estabelecimentos e redes de hospedagem passaram a adotar iniciativas estratégicas próprias — como a criação de escolas internas de capacitação — para treinar funcionários, reduzir a dependência de contratações externas e garantir a excelência na experiência do viajante.
O turismo brasileiro vive um momento de forte expansão que pressiona toda a cadeia de serviços, desde a recepção até os setores operacionais. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a alta temporada entre dezembro e fevereiro deve movimentar cerca de R$ 218 bilhões, registrando o maior faturamento da história para o período. No mesmo ciclo de crescimento, o país também acolheu um contingente expressivo de visitantes internacionais, conforme dados do Ministério do Turismo reunidos pela entidade.
O avanço da atividade elevou diretamente a demanda por mão de obra qualificada, fazendo com que a rede de ensino profissional também acelerasse o passo. Ainda de acordo com a CNC, o Senac contabiliza centenas de milhares de matrículas em cursos voltados ao turismo, com dezenas de milhares de vagas gratuitas distribuídas em centenas de títulos por todo o território nacional.
Apesar da oferta educacional, a formação esbarra em um obstáculo persistente: a dificuldade de retenção dos profissionais. Levantamentos do setor hoteleiro mostram que o índice de rotatividade de funcionários na hotelaria brasileira ultrapassa a marca de 50%, refletindo a instabilidade e a alta concorrência por equipes preparadas.
Um desafio que ultrapassa as fronteiras do país, o problema também preocupa organismos internacionais. Relatórios do World Travel & Tourism Council (WTTC) indicam que a hospitalidade global pode enfrentar um déficit milionário de trabalhadores na próxima década, colocando a retenção de talentos no centro das atenções estratégicas do turismo mundial.
Diante desse quadro, parte da rede hoteleira optou por estruturar centros próprios de formação. Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, em Ponta Negra, aponta que formar profissionais internamente tornou-se essencial para a operação. “O hotel mantém uma escola de capacitação própria e já ofereceu cursos gratuitos para a comunidade. Formar a própria equipe dá previsibilidade: a gente treina no padrão da casa e reduz o tempo que um profissional novo leva para entregar o serviço no nível que o hóspede espera”, destaca.
O executivo ressalta que o impacto da iniciativa beneficia todo o destino turístico. “Quem a gente forma e acaba seguindo carreira em outro lugar vai trabalhar em outro hotel. No fim, quem ganha é o destino: a cidade inteira sobe de nível à medida que forma mais gente qualificada”, complementa.
Para a gerência comercial e as equipes de marketing de empreendimentos do setor, a estabilidade da equipe impacta diretamente a reputação digital e a experiência do cliente. Reter profissionais evita a perda de histórico de preferências dos hóspedes recorrentes e preserva as avaliações positivas nas plataformas online, elementos fundamentais para manter a competitividade em mercados altamente concorridos.
Fonte – Dino News – CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e o WTTC (World Travel & Tourism Council)
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/ Dino
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