A arbitragem amazonense deu um passo importante na preparação para o uso da tecnologia no futebol. Um total de 32 árbitros, árbitras e assistentes concluiu o Curso de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR Light) e foi oficialmente homologado para operar a ferramenta nas competições organizadas pela Federação Amazonense de Futebol (FAF). O encerramento ocorreu na sexta-feira (4), no estádio Carlos Zamith, em Manaus, com a entrega dos certificados aos profissionais. Realizado pela primeira vez no Amazonas, o curso combinou formação teórica e atividades práticas em jogos amistosos, permitindo que os participantes tivessem contato direto com os procedimentos necessários para trabalhar na cabine do VAR. Para a arbitragem estadual, a capacitação amplia o número de profissionais preparados para lidar com uma tecnologia que vem ganhando espaço nas principais competições do futebol brasileiro.
A conclusão do curso representa mais do que a entrega de certificados. Para a FAF, trata-se de uma etapa de preparação da arbitragem amazonense diante de uma realidade em que o VAR ocupa cada vez mais espaço nas decisões das partidas.
Durante a formação, os 32 profissionais passaram por aulas teóricas na sede da Federação e, posteriormente, participaram de atividades práticas no estádio Carlos Zamith. A etapa prática foi realizada por meio de oito jogos amistosos, disputados na quinta e na sexta-feira, dentro da programação do curso.
Entre as equipes envolvidas nas partidas estiveram Nacional, Amazonas, Manaus, Manauara, Tarumã, Guerreirinhos e RB do Norte. Os jogos serviram como ambiente de treinamento para que os participantes pudessem manusear os equipamentos e aplicar os conhecimentos adquiridos durante as aulas.
Formação inédita no Amazonas
O curso teve uma característica especial: foi realizado pela primeira vez no Estado. A formação contou com instrutores indicados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entre eles Regildenia Moura e Cláudio José, que acompanharam os profissionais durante as atividades práticas.
A participação de instrutores com experiência na área foi considerada importante para aproximar os árbitros da rotina de trabalho do VAR. Na prática, a tecnologia exige não apenas conhecimento das regras do futebol, mas também domínio dos procedimentos e capacidade de tomar decisões com rapidez e precisão diante das imagens disponíveis.
O presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol do Amazonas (CEAF-AM), Rodrigo Novaes, destacou justamente a evolução apresentada pelos profissionais durante o curso. Na avaliação dele, a preparação representa uma perspectiva positiva para o futuro da arbitragem no Estado.
A conclusão também foi marcada pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela CBF e pelo incentivo dado pela Federação Amazonense de Futebol. Segundo Novaes, a ampliação do número de profissionais capacitados para operar o VAR é um avanço para o futebol amazonense.
Tecnologia passa a fazer parte da arbitragem estadual
A formação dos 32 profissionais ocorre em um momento de expansão do uso da tecnologia no futebol. O VAR mudou a dinâmica da arbitragem ao permitir a revisão de determinados lances por meio de imagens, especialmente em situações relacionadas a gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e identificação de jogadores.
No Amazonas, a preparação de uma equipe própria de profissionais habilitados representa uma estrutura importante para que a tecnologia possa ser utilizada nas competições estaduais com maior disponibilidade de mão de obra especializada.
Os profissionais homologados estão aptos a trabalhar na cabine do VAR nos campeonatos organizados pela FAF. A medida amplia o quadro de pessoas capacitadas e reduz a dependência de um número limitado de operadores, criando uma base mais preparada para atender às demandas das competições.
Próximo passo é levar a capacitação para os jogos
A entrega dos certificados ocorreu antes da semifinal do Barezão Série B Sicredi entre Fast e Operário, marcando o encerramento oficial da formação.
O caminho percorrido pelos participantes mostra que a capacitação não ficou restrita à sala de aula. Depois da preparação teórica, os profissionais precisaram enfrentar situações reais de jogo durante os amistosos, sob a observação dos instrutores da CBF.
Esse contato direto com as partidas é fundamental para quem vai trabalhar com o VAR. A tecnologia exige concentração, conhecimento técnico e sintonia entre os profissionais envolvidos na arbitragem. Cada lance analisado pode exigir diferentes ângulos, repetição de imagens e interpretação cuidadosa das regras.
Com os 32 profissionais homologados, o Amazonas passa a contar com um grupo maior preparado para essa função. É uma mudança que fortalece a estrutura da arbitragem estadual e acompanha a transformação tecnológica pela qual passa o futebol.
Mais do que incorporar equipamentos ao jogo, o desafio é preparar pessoas para utilizá-los corretamente. Nesse sentido, a conclusão do primeiro Curso de VAR Light realizado no Amazonas representa uma nova etapa para a arbitragem local: mais profissionais capacitados, mais experiência prática e uma estrutura preparada para acompanhar o futebol que cada vez mais convive com a tecnologia.
Fonte – FAF
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação




