Boas práticas na agricultura voltadas para o turismo rural são apresentadas em plenária

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Como potencializar o turismo rural local foi o que se propôs a discutir o painel Empreendedorismo no campo: boas práticas na gestão da produção e turismo rural, na manhã desta quarta-feira, 6 de novembro, durante o Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária.

A primeira palestrante foi a analista técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Germana Magalhães, que falou sobre as oportunidades propiciadas pelo turismo para os ambientes e produtos rurais com foco na experiência. De acordo com ela, o turismo hoje está diretamente ligado com a cultura da experiência, que começa na pré-viagem, quando o turista começa a organizar a viagem futura. “A proposta da experiência é muito forte e gera um mercado que aproxima as pessoas e os destinos. Essa economia gerou no mundo, em 2016, mais de R$ 540 bilhões”, explica Germana, destacando que essa cultura está relacionada ao meio rural. “O campo é único. O que é produção única de um lugar não é de outra”, explanou. Nessa lógica, ela apresentou algumas boas práticas relacionadas a Vindima.

O próximo palestrante foi o também analista técnico do Sebrae Vitor Ferreira, que trabalha na unidade de competitividade e no núcleo do agronegócio. Vitor apresentou a atuação do Sebrae nessa área, com foco no empreendedorismo rural. “Trabalhamos de forma sistêmica, estrutural e empresarial. Na questão sistêmica, temos um trabalho muito forte com as políticas públicas que impactam diretamente na produção do campo. Sempre que está envolvido o pequeno negócio, o Sebrae atua para melhorar o ambiente para o produtor rural”.

O diretor do departamento de Compras Públicas para Inclusão Social e Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, Iberê de Mesquita Orsi, falou sobre o Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério que, segundo ele, interage com todas as questões de desenvolvimento do Município. “Temos um Portal no Ministério da Cidadania em que todos aqueles que compram colocam o que estão comprando, e todos aqueles que vendem também podem ter acesso”, explicou.

O painel contou ainda com a participação de Demian Conde, agrônomo e analista técnico do Sebrae, falando sobre as Agitechs, que são startups focadas em trabalhos no agronegócio ou na interação com essa cadeia. Após fazer uma linha do tempo do desenvolvimento do agronegócio no mundo, Demian falou sobre o papel da sustentabilidade, que é uma palavra-chave para o campo de hoje. “Hoje o produtor tem um mundo de dados e informações disponíveis. No entanto, é preciso que o produtor seja treinado sobre o que fazer com essa informação, caso contrário ela se torna inútil. Então você vai ter cada vez mais sensores, dados e informações trabalhando em prol do produtor rural”, explicou. Demian apresentou ainda exemplos de startups atuando para o campo.

Os principais polos de agitechs no Brasil estão em São Paulo, Cuiabá e Londrina, com empresas normalmente vinculadas à Universidades. O tema da inovação encerrou a plenária com a participação do diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária do Mapa, Luis Cláudio França. Ele apresentou o trabalho realizado pelo departamento criado este ano com foco na ano inovação e objetivo de colocar o agronegócio brasileiro nos principais ecossistemas de inovação do país.

Fonte – CNM

Foto – Divulgação

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