Business Experience Event discute “Saúde Mental e o Mundo corporativo” nesta quinta (05)

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Estresse, pressão, ansiedade, insegurança e isolamento estão entre os sintomas da Síndrome de Burnout, que foi oficializada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome crônica, recebendo a Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022. A doença registrou um aumento preocupante de ocorrências no Brasil, que é um dos países com maior número de pessoas atingidas.

Com o tema “Saúde Mental e o Mundo corporativo”, a décima edição do Business Experience Event (BEE) pretende abordar essa temática a fim de ajudar profissionais a identificá-la e, consequentemente, tratá-la, além de apontar caminhos possíveis fora desse contexto. O evento acontece nesta quarta-feira, 05/12, a partir das 19h, no Hotel Adrianópolis All Suites e é uma realização da coordenação de Pós-Graduação e Extensão da faculdade Martha Falcão | Wyden voltada aos alunos dos cursos de MBA da instituição.

Duas palestrantes convidadas conduzirão o tema: a psiquiatra Silvana Nascimento, com residência em neurologia e psquiatria; e a coordenadora de RH da Copag da Amazônia , Socorro Serrão, graduada em psicologia, com MBA em gestão de pessoas e coaching, além de especialização em Psicologia Organizacional.

A psiquiatra Silvana Nascimento afirma que estresse e síndrome de burnout são situações cada vez mais recorrentes atualmente por conta da pressão, competitividade e ritmo frenético exigido por algumas profissões ou empresas. Trata-se de uma doença resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É caracterizado como uma síndrome ocupacional, que pode acarretar em sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho; e redução da eficácia profissional.

Segundo dados da Secretaria de Especial de Previdência e Trabalho, na comparação entre os anos de 2017 e 2018, o crescimento de benefícios de auxílio-doença com a doença chegou a 114,80%. O número de benefícios pulou de 196 para 421. Mas esse número pode ser ainda maior, uma vez que a notificação não é compulsória.

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) em 2018 calcula que 32% dos trabalhadores no Brasil sofrem da Síndrome de Burnout, o equivalente a mais de 33 milhões de cidadãos. Em um ranking de oito países, os brasileiros ganham de chineses e americanos, só ficando atrás dos japoneses, que tem 70% da população atingida. Policiais, professores, jornalistas, médicos e enfermeiros estão entre as profissões mais afetadas pela pane física e mental.

O tratamento é realizado basicamente com psicoterapia, podendo incluir o uso de medicamentos, como antidepressivos e/ou ansiolíticos. O recurso terapêutico começa a dar resultado entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso. Mudanças nas condições de trabalho e no estilo de vida são muito positivas como a adoção de atividade física regular e os exercícios de relaxamento.

Já a psicóloga Socorro Serrão, vai mostrar o outro lado da história: apresentar o case da Copag da Amazônia que desenvolve uma política de bem-estar e saúde mensal dos colaboradores, o que impacta diretamente nos resultados da empresa. “Vou apresentar a importância das atividades feitas com as pessoas que influenciam no clima da organização, o que preserva a saúde mental. Temos vários projetos voltados à responsabilidade social, programa de voluntariado com vários grupos interagindo entre eles. A importância de estar com o outro, de relacionar com o outro faz diferença e torna momentos simples, mágicos. Trabalhamos produtos que visam a interação entre as pessoas e isso começa dentro da própria empresa”, explicou.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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