Difícil de ser diagnosticado nas fases iniciais, o câncer de ovário é o tipo mais letal entre os cânceres ginecológicos, e o mês de maio é marcado pela campanha direcionada à prevenção da doença. Uma das alternativas para preveni-lo é consultar o médico regularmente a fim de evitar os estágios mais avançados do tumor. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025, que segue no top 10 das neoplasias mais comuns entre as brasileiras.
A ginecologista Elias Akami, do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, afirma que entre os principais sintomas estão: o aumento do tamanho do abdômen ou inchaço persistente, dificuldade em se alimentar (sentir-se satisfeita rapidamente), ter dor abdominal ou pélvica e precisar fazer xixi com mais frequência.
“Também pode haver mudanças nos hábitos intestinais, sangramento vaginal, alterações de peso e fadiga. Por parecerem com as características de doenças gastrointestinais, é importante que as mulheres procurem um médico para avaliar o caso”, conta Elis.
O INCA ainda aponta que cerca de 10% dos casos têm componente genético ou familiar e 90% são esporádicos – sem fator de risco conhecido. Muitas pacientes descobrem que podem estar com a doença nos exames de rotina pedidos pela ginecologista, como a ultrassonografia transvaginal. O procedimento conhecido como Papanicolau não detecta câncer de ovário, apenas de colo de útero. Exames de sangue e biópsia do tecido do ovário são outras formas de diagnóstico.
Quando diagnosticada no início, as chances de as mulheres sobreviverem podem chegar até 90%. Entretanto a realidade é outra, muitas acabam descobrindo a doença em estágios mais avançados. No tratamento podem ser usados diversos métodos, entre eles a radioterapia ou a quimioterapia (a depender do tipo do tumor, da idade e das condições clínicas da mulher).
Dentre as mulheres mais suscetíveis à doença estão: as com idade mais avançada, as que tiveram a primeira menstruação precocemente ou menopausa tardia e as que nunca tiveram filhos. Excesso de peso também aparece como fator de risco, bem como histórico pessoal ou familiar de câncer de mama, endometrial ou de cólon.
“Ficar atenta e procurar ajuda especializada em caso de aparecimento de sintomas. Além disso, é importante manter exames de rotina atualizados anualmente”, aconselha Elis.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação




