Ciência e Tecnologia

Direitos Humanos entram em debate diante dos impactos da inteligência artificial

Inscrições gratuitas ampliam o acesso ao debate sobre tecnologia e direitos fundamentais.
Pesquisa Ativa e Pesquisa Abaré reúnem especialistas para discutir os efeitos das IAs.
Evento acontece nos dias 16 e 17 de setembro, na Universidade Federal do Amazonas.

Os impactos da inteligência artificial sobre os Direitos Humanos estarão no centro de um debate promovido pelos grupos de Pesquisa Ativa e Pesquisa Abaré nos dias 16 e 17 de setembro, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento propõe uma reflexão sobre os desafios trazidos pelo avanço das IAs e suas possíveis consequências para direitos e garantias fundamentais em uma sociedade cada vez mais conectada às novas tecnologias. A programação reúne pesquisadores e participantes para discutir o tema sob diferentes perspectivas, aproximando o debate acadêmico de questões que já fazem parte do cotidiano. A iniciativa também busca ampliar o acesso à discussão sobre os limites, riscos e impactos da inteligência artificial nas relações sociais. As inscrições são gratuitas, permitindo que estudantes, pesquisadores e demais interessados participem do encontro realizado na Ufam. Ao colocar a relação entre tecnologia e Direitos Humanos em pauta, o evento abre espaço para uma discussão necessária sobre como o desenvolvimento das IAs pode transformar a sociedade e quais cuidados devem acompanhar esse processo.

Diante do crescimento exacerbado do uso de tecnologias de inteligência artificial, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recebe a primeira edição da “Jornada Ativa de Comunicação, Inteligência Artificial e Sociedade”, nos dias 16 e 17 de setembro, que vai reunir estudantes, pesquisadores e sociedade civil para debater os impactos da inteligência artificial (IA) sobre os direitos humanos.

Com o tema “Tecno-retomada: (re)inventando direitos na era das plataformas”, o evento acontece, no setor norte do Campus Universitário, no Coroado, zona leste da capital. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento.

O evento é uma realização da Abaré e do Ativa – Grupo de Pesquisa em Comunicação, Inovação Social e Tecnologias Digitais, com apoio da Faculdade de Comunicação e Informação (FIC), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Segundo Gave Cabral, diretor-presidente da Abaré, o encontro propõe um debate, a partir da comunicação, sobre os cenários de desinformação e violação de direitos humanos amplificados pelo modelo de negócio das Big Tech e pelo uso de ferramentas de IA gerativa e de vigilância em uma perspectiva de promoção de estratégias de mobilização social para a garantia de direitos e propostas de regulação social das plataformas.

“Vende-se muito a ideia de que essas tecnologias facilitam a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, mas esse discurso pode ser enganoso. O que queremos é discutir os impactos reais das IAs enquanto modelo de negócio, como isso afeta nossa vida cotidiana e, principalmente, traçarmos respostas coletivas para esse contexto”, destacou.

O lançamento do evento ocorre após a revelação de um acordo firmado entre o governo do Amazonas e a iniciativa privada para estudar a instalação de um parque de data centers de alta intensidade, ou seja, aqueles com infraestrutura de grande escala, no estado.

Para a professora da FIC/Ufam, Cristiane Barbosa, líder do Grupo de Pesquisa Ativa, a inteligência artificial precisa ser discutida a partir de seus impactos sobre os direitos, os territórios e a democracia. “A Jornada busca aproximar universidade, sociedade civil e profissionais da comunicação para pensar criticamente essas transformações e, a partir da Amazônia, construir coletivamente alternativas que coloquem as pessoas e os direitos humanos no centro do debate”, ressaltou.

Programação

Na quarta-feira (16/09), ocorre a abertura oficial da atividade, com o painel “(Re)criando tecnologias por direitos humanos”, no auditório Rio Negro, na Ufam. O painel contará com a participação da advogada e pesquisadora carioca Gabrielle Farias, mestranda em Direito da Regulação pela FGV-RJ e fellow da Information Society Law Center, na Universidade de Milão, na Itália.

Já na quinta-feira (17/09), um workshop destinado a estudantes de jornalismo e jornalistas profissionais acontece no Laboratório de Informática da Faculdade de Estudos Sociais (FES). A oficina vai abordar práticas e estratégias de cobertura jornalística nas temáticas de IA, big techs e regulação.

Sobre a Abaré

A Abaré é uma organização que atua na defesa do direito humano à comunicação por meio da educação midiática e da comunicação popular centrada em territórios amazônicos. Fundada em 2020, o coletivo defende a transformação do ecossistema informacional, valorizando os saberes locais, a diversidade cultural e o compromisso com a justiça social, ambiental e os direitos humanos a partir de uma perspectiva transversal da comunicação em diálogo com múltiplos atores sociais incluindo governos, academia, sociedade civil, organizações e movimentos sociais.

Sobre o Ativa

Vinculado à Ufam e certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ativa – Grupo de Pesquisa em Comunicação, Inovação Social e Tecnologias Digitais é um espaço construído por pesquisadores que acreditam em uma ciência conectada com pessoas, territórios e futuros possíveis. O grupo de pesquisa tem foco em jornalismo científico e ambiental; inteligência artificial e cultura digital; inovação social e tecnológica; comunicação pública e ciência.

 

 

 

Fonte – UFAM

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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