Nos últimos cinco anos, o Brasil consolidou sua posição como um dos maiores mercados de delivery do mundo, impulsionando diretamente o setor de motocicletas. Com um crescimento de 36,4% no número de participantes ativos em grupos de consórcio voltados para esse segmento, fica claro que o planejamento financeiro se tornou essencial para quem vive sobre duas rodas. Para os mais de 2,2 milhões de profissionais da área, a moto não é apenas um veículo, mas a ferramenta fundamental de sustento que exige renovação constante. Nesse cenário, o consórcio surge como a estratégia mais econômica e inteligente para garantir que o trabalho não pare.
O hábito de pedir uma refeição, um documento ou uma compra de mercado pelo celular transformou a paisagem urbana brasileira e a dinâmica da economia nacional. Hoje, o Brasil não apenas lidera o setor de serviços de entrega na América Latina, como também ocupa o prestigioso quarto lugar no ranking global deste mercado. Essa expansão trouxe consigo uma nova realidade para milhões de trabalhadores que encontraram no delivery uma fonte de renda, mas que agora enfrentam o desafio logístico e financeiro de manter seus veículos em condições ideais de operação.
A necessidade de produtos financeiros que facilitem o acesso a veículos de trabalho é uma realidade latente para os cerca de 450 mil profissionais que atuam especificamente via aplicativos. Segundo Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC, o mercado exige soluções que desburocratizem a aquisição de motocicletas. É aqui que o consórcio se destaca: ele já representa 35,6% de todos os financiamentos de motos zero quilômetro no país, provando ser a escolha preferida de quem busca economia e planejamento a longo prazo.
A preferência pelo consórcio não é por acaso, mas sim uma resposta direta à duríssima rotina das ruas. Uma simulação baseada na realidade de um entregador em uma metrópole como São Paulo revela números impressionantes: realizando entre 15 e 30 viagens diárias, um profissional pode rodar até 13,5 mil quilômetros por mês. Ao final de um ano, esse hodômetro pode marcar incríveis 162 mil quilômetros rodados. Mesmo em estimativas mais conservadoras, a rodagem anual dificilmente fica abaixo dos 81 mil quilômetros.
Esse uso intensivo resulta em um desgaste mecânico acelerado, tornando a substituição da moto uma necessidade inevitável a cada dois ou três anos. Sem um planejamento sólido, o custo da renovação da frota individual pode comprometer seriamente o orçamento familiar. O consórcio atua, portanto, como um mecanismo de autofinanciamento que permite ao motociclista pagar parcelas acessíveis enquanto utiliza seu veículo atual. É uma forma de poupança programada que evita o endividamento com juros altos de financiamentos tradicionais.
A estratégia sugerida por especialistas é simples, mas extremamente eficaz: o profissional adquire uma cota de consórcio e utiliza o valor de venda da sua moto usada como lance para antecipar a contemplação da nova. Assim, ele consegue renovar seu instrumento de trabalho de forma cíclica e sustentável. Caso seja contemplado por sorteio antes do esperado, o entregador tem ainda a opção de usar o valor da venda da moto antiga para quitar parcelas futuras, reduzindo seus custos fixos mensais.
O sistema de consórcio de motocicletas contabilizou recentemente uma parcela significativa dos 3,24 milhões de participantes ativos no setor de consórcios em geral. Esse volume de adesões reforça que o planejamento financeiro deixou de ser um luxo e se tornou uma ferramenta de sobrevivência e crescimento profissional para o entregador brasileiro. Com parcelas que cabem no bolso e a ausência de juros, o consórcio segue pavimentando o caminho para que a roda da economia continue girando, uma entrega por vez.
Fonte – Ascom/Abac
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom/Abac




