Cultura

Curta amazonense 3×4 é selecionado para a Première Brasil do Festival do Rio

Dirigida por Juliana Tizatto, a obra do audiovisual nortista foi uma das 11 escolhidas em todo o país para disputar a mostra competitiva de curtas-metragens em outubro.
Antes de seguir para a capital fluminense, o filme faz sua grande estreia gratuita no Teatro Amazonas durante o 8º Festival Olhar do Norte, em Manaus.
Realizado com apoio do edital "Curta para Mulheres", o projeto mobilizou uma equipe majoritariamente local com mais de 30 profissionais e reforça o debate sobre o protagonismo regional no cinema.

O cinema produzido no Amazonas ganha projeção nacional com o curta-metragem 3×4, dirigido pela cineasta amazonense Juliana Tizatto. A produção foi selecionada entre apenas 11 obras de todo o Brasil para integrar a prestigiada Première Brasil – Competição Curtas-Metragens do Festival do Rio, um dos mais relevantes encontros do setor audiovisual no país, que será realizado de 1º a 11 de outubro no Rio de Janeiro. Ambientado durante o verão amazônico nas cidades de Manaus e Presidente Figueiredo, a trama acompanha o cotidiano de duas colegas de trabalho em um ambiente corporativo restrito, onde surgem confissões pessoais e pequenos momentos de escape da rotina. Viabilizado pelo edital “Curta para Mulheres”, promovido pelo Ministério da Cultura por meio da Secretaria do Audiovisual (SAV), o projeto garantiu a contratação de uma equipe técnica e artística formada por mais de 30 profissionais, em sua maioria amazonenses. Antes de desembarcar no circuito carioca, a obra faz sua estreia oficial “em casa”, com exibição gratuita no Teatro Amazonas durante a programação do 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, que acontece de 23 a 27 de setembro de 2026 na capital do estado.

Narrativa e produção local em destaque

É verão na capital amazonense. Duas colegas de expediente dividem um espaço apertado de trabalho e ali surgem momentos pessoais e pequenos devaneios escapistas. Este é o ponto de partida do curta-metragem 3×4, obra que ganha posição de destaque na recente produção audiovisual da Região Norte. Com direção da amazonense Juliana Tizatto, o curta utiliza como cenários as paisagens e áreas urbanas dos municípios de Manaus e Presidente Figueiredo.

A primeira exibição pública da obra ocorrerá no 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, agendado para o período de 23 a 27 de setembro de 2026, em Manaus, contando com uma sessão gratuita no emblemático palco do Teatro Amazonas.

O filme foi contemplado pelo Edital “Curta para Mulheres”, uma iniciativa governamental do Ministério da Cultura, viabilizada por meio da Secretaria do Audiovisual (SAV), voltada especificamente para impulsionar a produção de curtas-metragens dirigidos por realizadoras estreantes.

Para Juliana Tizatto, que assina seu primeiro trabalho autoral no cinema, o suporte institucional do edital foi decisivo para viabilizar a estrutura da obra e formar uma equipe técnica com mais de 30 trabalhadores, majoritariamente composta por talentos do Amazonas.

“Nossa região tem muitas nuances culturais e as possibilidades de representação são infinitas. As políticas públicas voltadas para a cultura têm mostrado resultados positivos quanto a essa diversidade de narrativas, mas ainda é preciso melhorar. Podemos avançar nessa pauta com uma distribuição de recursos menos concentrada entre regiões”, avalia a diretora.

Além da direção de Juliana Tizatto, o curta-metragem traz no elenco principal as atrizes Andira Angeli e Isabela Catão. A ficha técnica do projeto é integrada por Thiago Looney (responsável pela produção, assistência de direção e montagem), Carlos Barbosa e Clemilson Farias (produtores), Valentina Ricardo (direção de fotografia), Heverson Batata (técnico de som) e Francisco Ricardo (direção de arte).

O debate sobre o protagonismo regional

Na avaliação do produtor Thiago Looney, fortalecer e priorizar a presença de profissionais locais na cadeia produtiva do cinema amazonense é um passo fundamental para o amadurecimento do setor.

“Em muitos casos, os profissionais locais ficam em segundo plano na hora de fazer os desenhos de produção. A lógica de alguns é contratar um chefe de equipe de fora, normalmente do eixo Sul-Sudeste. Para mim não faz sentido, já que temos profissionais excelentes para ocupar cargos de chefia em todos os departamentos”, analisa o produtor.

Reconhecimento nacional e trajetória nos festivais

Mesmo antes de sua primeira exibição em solo amazonense, o projeto alcançou projeção no cenário cinematográfico do país. O filme foi uma das 11 obras selecionadas para compor a Première Brasil – Competição Curtas-Metragens do Festival do Rio, considerado uma das maiores vitrines para a difusão da arte audiovisual no Brasil. O evento na capital fluminense será realizado de 1º a 11 de outubro de 2026.

“Ficamos muito felizes de chegar nessa etapa em que o filme dialoga com o público. Nossa estreia é ‘em casa’ no Festival Olhar do Norte e no próximo mês seguimos para o Festival do Rio”, celebra Juliana Tizatto.

 

Palavra Chave – Principal – Cinema amazonense – Secundária – Festival do Rio

 

Fontes – Equipe de produção do curta-metragem 3×4 / Festival do Rio / Festival Olhar do Norte

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divugação/Ascom

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