Cultura

Dia Mundial da Filosofia em Manaus destaca legado de Marie Curie e Sophie Germain

Programação gratuita da Nova Acrópole promove palestras nos dias 7 e 21 de novembro para refletir sobre a relação entre filosofia e ciência.
Encontros exploram as descobertas pioneiras de duas grandes cientistas na radioatividade, na matemática e no pensamento científico contemporâneo.
Atividades integram o calendário da data celebrada pela UNESCO e convidam o público a debater o papel do conhecimento na formação humana.

Em celebração ao Dia Mundial da Filosofia, a Nova Acrópole Manaus realiza, nos dias 7 e 21 de novembro, às 19h, uma programação especial e gratuita voltada a explorar os pontos de encontro entre filosofia, ciência e conhecimento. A edição deste ano convida o público da capital amazonense a refletir sobre o pensamento científico contemporâneo a partir do legado histórico de duas grandes mulheres: a física e química polonesa Marie Curie e a matemática e filósofa francesa Sophie Germain. O primeiro encontro ocorre neste sábado (7), com a palestra “O legado de Marie Curie: Filosofia e Ciência”, dedicada à cientista duas vezes vencedora do Prêmio Nobel que revolucionou os estudos sobre radioatividade e aplicações terapêuticas. Já no dia 21, o foco recai sobre Sophie Germain, que superou barreiras acadêmicas no século XVIII para contribuir decisivamente com a teoria dos números e da elasticidade. A iniciativa integra as comemorações da data instituída pela UNESCO em 19 de novembro e propõe um debate aberto sobre o papel da investigação científica e do pensamento crítico na formação humana.

A proposta central dos encontros promovidos pela Nova Acrópole Manaus é analisar os pontos de convergência entre a investigação filosófica e o rigor científico, utilizando como referência a trajetória de duas pioneiras que transformaram suas áreas de atuação.

Neste sábado, 7 de novembro, às 19h, será apresentada a palestra “O legado de Marie Curie: Filosofia e Ciência”. Cientista de renome mundial e duas vezes laureada com o Prêmio Nobel, a física e química polonesa dedicou sua vida à promoção do conhecimento científico, definindo-o como “a base de todo progresso que alivia a vida humana e reduz o sofrimento”.

Curie foi a responsável por introduzir o termo radioatividade para designar a capacidade natural de determinados elementos emitirem radiação. Em reconhecimento às suas descobertas, recebeu, em 1903, o Prêmio Nobel de Física, compartilhado com Pierre Curie e Henri Becquerel. Em 1911, conquistou seu segundo Nobel, desta vez em Química, graças às pesquisas sobre os elementos rádio e polônio. Com isso, tornou-se a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel e a primeira pessoa na história a conquistar a premiação em duas áreas científicas distintas.

Ciência a serviço da humanidade

Ao longo de sua trajetória, Marie Curie manteve um profundo compromisso com a busca pela verdade, o que a levou a compreender rapidamente o potencial terapêutico de suas descobertas. Desde cedo, ela percebeu a importância de articular a cooperação entre médicos, cientistas e intelectuais de todo o mundo.

Suas pesquisas sobre os efeitos da radioatividade abriram novas perspectivas na medicina, especialmente para aplicações terapêuticas no tratamento de doenças de pele e tumores.

Matemática como expressão da vida

No dia 21 de novembro, também às 19h, a programação prossegue com a palestra “Filosofia e Ciência: descobrir o mundo, cultivar a sabedoria — o exemplo de Sophie Germain”. Nascida em Paris, em 1776, Germain destacou-se por suas contribuições fundamentais à matemática e à física, com ênfase na teoria dos números e na teoria da elasticidade.

Em uma época na qual as instituições de ensino superior restringiam severamente o acesso feminino, ela construiu caminhos próprios para estudar, pesquisar e dialogar com alguns dos principais cientistas de seu tempo. Apesar das limitações sociais e acadêmicas impostas às mulheres, Sophie Germain desenvolveu pesquisas relevantes sobre os números primos e o Último Teorema de Fermat.

Por suas contribuições, recebeu o reconhecimento do Instituto de França e tornou-se a primeira mulher — sem vínculo familiar com algum integrante da instituição — autorizada a participar das sessões da Academia de Ciências. Germain faleceu em 1831, aos 55 anos, antes de receber o título honorário que lhe seria concedido postumamente pela Universidade de Göttingen, por iniciativa do matemático Carl Friedrich Gauss.

Mês da filosofia

As duas palestras em Manaus integram o calendário comemorativo do Dia Mundial da Filosofia, data celebrada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 19 de novembro. A programação aberta ao público busca estimular a reflexão sobre o papel do conhecimento, do pensamento crítico e da pesquisa científica na formação integral do ser humano.

 

Fonte – Nova Acrópole Manaus

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Nova Acrópole Manaus

 

Dia Mundial da Filosofia em Manaus Filosofia e Ciência

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