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Do coração da floresta para o mundo – o açaí de Anamã conquista selo internacional e cruza fronteiras

Muito além do lucro: o reconhecimento que preserva a Amazônia em pé e garante o futuro das famílias ribeirinhas.
Como a união de pequenos produtores transformou o extrativismo em um negócio global de alta qualidade.
Tradição e sustentabilidade levam o fruto nativo do Amazonas às mesas da Europa e dos Estados Unidos.

A Cooperativa de Anamã (COOPEMS) acaba de conquistar uma certificação internacional que projeta o açaí nativo do Amazonas para os mercados da Europa e dos Estados Unidos. O reconhecimento, obtido através de rigorosas auditorias da Ecocert, valida o manejo sustentável e a pureza do fruto extraído por famílias ribeirinhas a 165 km de Manaus. Com apoio técnico e foco total na preservação ambiental, a iniciativa fortalece a economia local e garante que o açaí de Anamã chegue às mesas globais com valor agregado e respeito absoluto à floresta. É o triunfo do trabalho coletivo sobre os desafios logísticos da Amazônia.

O brilho nos olhos de quem colhe o futuro

No município de Anamã, o ritmo da vida é ditado pelas águas e pela floresta. É lá, entre os igapós e a terra firme, que o açaí de Anamã — especificamente da espécie Euterpe Precatória — deixou de ser apenas um item de subsistência para se tornar um passaporte para o mercado internacional. A recente certificação orgânica obtida pela Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Médio Solimões (COOPEMS) não é apenas um selo em uma embalagem; é a validação de um estilo de vida que protege a biodiversidade enquanto gera renda.

A jornada da excelência

Para alcançar os padrões exigentes da União Europeia e dos Estados Unidos, os produtores enfrentaram uma maratona de adequações. O processo, liderado pelo presidente da cooperativa, Yan Pinheiro, exigiu desde a formalização documental dos terrenos até o treinamento rigoroso em boas práticas de extração e segurança do trabalho. “A certificação eleva a credibilidade do fruto do nosso município”, afirma Pinheiro, destacando que a pureza do produto é garantida pela ausência total de químicos e pelo manejo que não desmata, preservando espécies nativas e animais em extinção.

Impacto real na economia local

O potencial econômico é vigoroso. Estima-se que apenas na comunidade do Arixi, a produção possa superar meio milhão de quilos por safra, injetando mais de R$ 1 milhão diretamente na economia da região. Antes limitado ao consumo regional, o açaí de Anamã agora atrai olhares de grandes indústrias, como a Frooty Açaí, que ofereceu suporte técnico e financeiro para viabilizar as auditorias de campo. Esse apoio é vital para superar as dificuldades logísticas intrínsecas ao interior do Amazonas.

A Amazônia em pé como ativo global

A conquista da COOPEMS coloca Anamã no mapa do desenvolvimento sustentável global. Ao garantir a rastreabilidade e a conservação ambiental, a cooperativa atende a uma demanda crescente por produtos “éticos”. Como ressalta a diretoria técnica do processo, os olhos do mundo estão voltados para a “Amazônia em pé”, e o selo orgânico é a ferramenta que permite ao produtor ribeirinho ser o verdadeiro protagonista dessa preservação, sendo remunerado com dignidade por manter a floresta viva. O próximo passo já está desenhado: investir em uma agroindústria própria para que o valor agregado do beneficiamento permaneça dentro do município.

 

 

Fonte – Ascom/MundoCoop

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Redação e edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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