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Educação e Cooperativismo Feminino abrem caminhos para um novo futuro no Pará

Resultados reais - de oficinas de marcenaria ao mercado de trabalho com carteira assinada.
O poder transformador do Cooperativismo Feminino - autonomia dentro e fora das unidades.
Educação como ponte - milhares de custodiados buscam uma segunda chance nos livros.

O sistema penitenciário do Pará está deixando de ser apenas um lugar de custódia para se tornar um espaço de reinvenção humana. Por meio de programas que unem educação básica, qualificação técnica e o pioneiro Cooperativismo Feminino, milhares de internos estão encontrando nas salas de aula e oficinas a ferramenta necessária para reescreverem suas trajetórias. Com iniciativas que abrangem desde a remição de pena pela leitura até a produção de moda e móveis, o Estado se consolida como uma referência nacional, provando que o conhecimento e o trabalho digno são os caminhos mais eficazes para reduzir a reincidência criminal e devolver cidadãos preparados à sociedade.

Para quem está atrás das grades, o tempo pode ser um inimigo ou um aliado. Para Igor Silva, de 37 anos, os dias na prisão ganharam um novo sentido quando ele decidiu que a educação seria sua rota de fuga — não das paredes, mas de um passado sem perspectivas. Igor aproveitou as oportunidades oferecidas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para concluir o ensino básico e agora já se prepara para o ensino superior. “Através da leitura e do conhecimento, comecei a mudar a minha perspectiva de vida. Estou conseguindo ser alguém melhor através do estudo”, relata, destacando que essa mudança trouxe de volta o apoio e a convivência com sua família.

O exemplo de Igor não é isolado. Em 2025, quase 13 mil pessoas privadas de liberdade participaram de atividades educacionais no Pará. Atualmente, o projeto de remição de pena pela leitura alcança cerca de três mil custodiados em quase todas as casas penais do estado. A rede de transformação é vasta: são 48 unidades prisionais, em 23 municípios, oferecendo desde alfabetização e cursos profissionalizantes até ensino a distância (EAD) e atividades culturais, como corais e ginástica.

Cooperativismo Feminino: a força da autonomia

Um dos maiores destaques dessa transformação ocorre na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina (UCRF), em Ananindeua. É lá que funciona a Coostafe (Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora), a primeira e única cooperativa social do Brasil em plena atividade dentro de um presídio.

O Cooperativismo Feminino exercido na Coostafe vai muito além da ocupação do tempo. Ele é um motor de emancipação. As cooperadas trabalham com artesanato, moda e costura, gerando renda e adquirindo habilidades de gestão que serão essenciais para sua autonomia financeira quando ganharem a liberdade. Reconhecida nacionalmente, a iniciativa é hoje uma vitrine de como o modelo cooperativista pode humanizar o sistema prisional e oferecer uma profissão real para mulheres que buscam recomeçar.

Mãos que constroem o amanhã

O impacto se estende também às oficinas de marcenaria, onde detentos como Antônio Lima transformam madeira em móveis para órgãos públicos e peças de artesanato. Com cerca de 100 internos ativos e um histórico de mais de mil participantes, o projeto já encaminhou dezenas de custodiados para vagas de trabalho externas. Para Antônio, a experiência é um ensaio para o futuro: “Pretendo atuar nessa área quando sair do cárcere”.

A prova definitiva de que o sistema funciona está na história de egressos como H.A., de 47 anos. Durante o cumprimento de sua pena, ela se qualificou em um curso de soldadora oferecido pela Seap. Hoje, em liberdade, ela celebra a conquista de um emprego com carteira assinada. “Com o apoio da instituição que me acolheu no momento mais difícil, levantei a cabeça de novo. Só gratidão pela oportunidade de reconstruir a vida”, finaliza.

Essas histórias mostram que, ao investir em educação e no fortalecimento do Cooperativismo Feminino, o sistema penitenciário paraense deixa um legado de esperança. O objetivo é claro: garantir que o retorno ao convívio social seja marcado não pelo estigma, mas pela capacidade de contribuir positivamente com a comunidade.

 

 

Fonte – Agência Pará

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom – Belchior Machado

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