O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza, no dia 28 de setembro, em Manaus, o primeiro simpósio do projeto PULSAmazônia, iniciativa voltada à síntese de conhecimentos sobre as áreas alagáveis da Amazônia e aos impactos que atingem esses ambientes. Aberto ao público, o encontro será realizado das 9h às 17h, no Auditório do Bosque da Ciência, reunindo pesquisadores de diferentes instituições para discutir a ecologia e a evolução das áreas alagáveis e os efeitos provocados por intervenções como barragens e hidrovias. A iniciativa é o único projeto de síntese de dados sobre biodiversidade da região Norte entre os nove aprovados pelo Edital Sinbiose 2025, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Liderado pelo Inpa e pelo Karlsruhe Institute of Technology, da Alemanha, o PULSAmazônia reúne instituições brasileiras e estrangeiras e combina bancos de dados existentes, novas análises e conhecimentos indígenas e ribeirinhos para ampliar a compreensão dos ecossistemas amazônicos e contribuir para a formulação de diretrizes e políticas públicas.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza no dia 28 de setembro a primeira ação do projeto “Os rios comandam a vida: síntese de conhecimento sobre as áreas alagáveis amazônicas para estimativa e monitoramento de impactos – PULSAmazônia”.
O Simpósio PULSAmazônia será realizado das 9h às 17h, no Auditório do Bosque da Ciência, em Manaus, e será aberto ao público. O encontro pretende reunir a comunidade acadêmica e setores interessados para discutir a ecologia e a evolução das áreas alagáveis amazônicas, além dos impactos sobre os rios e as planícies alagáveis, especialmente aqueles relacionados à construção de barragens e à implantação de hidrovias.
O PULSAmazônia é o único projeto de síntese de dados sobre biodiversidade da região Norte entre os nove aprovados no Edital Sinbiose 2025, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A proposta reúne informações e bancos de dados já existentes e realiza novas análises para ampliar o conhecimento científico sobre os ambientes amazônicos. A partir desse trabalho, o projeto pretende gerar conhecimento e diretrizes que possam contribuir para políticas públicas.
Pesquisadores discutem biodiversidade e impactos nos rios
A programação do simpósio contará com palestras de pesquisadores de diferentes instituições.
Florian Wittmann abordará o tema “Espécies arbóreas em áreas úmidas Amazônicas: uma síntese dos últimos 30 anos de esforço de campo em inventários florísticos”.
Thiago Laranjeiras, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), falará sobre “Padrões de distribuição de Aves nas áreas alagáveis Amazônicas”.
Já Domingos Rodrigues, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tratará de “Os Rios Comandam a Vida: o que sabemos, e o que ainda desconhecemos, sobre os anfíbios sob o pulso das águas amazônicas”.
Também estão previstos debates sobre diferentes aspectos dos ecossistemas amazônicos. Jansen Zuanon, do Inpa, abordará “Mudanças na dinâmica hidrológica e seus efeitos sobre assembleias de peixes na Amazônia brasileira”.
Carlos Peres, do Instituto Juruá, apresentará o tema “Rio Juruá: Ecologia e Conservação de uma planície alagável Amazônica”.
Rogério Marinho, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), falará sobre “Dados de sensoriamento remoto para avaliação de impactos e conservação das áreas alagáveis da Amazônia”, entre outros temas previstos na programação.
Projeto reúne ciência e conhecimento tradicional
De acordo com a coordenadora do PULSAmazônia, a pesquisadora Camila Ribas, a aprovação do projeto consolida a posição do Inpa e de instituições de pesquisa amazônicas na liderança de iniciativas voltadas à compreensão do futuro da região.
Para a pesquisadora, o projeto também evidencia a importância da colaboração intercultural para compreender e monitorar os impactos sobre os ecossistemas amazônicos e buscar soluções para sua conservação.
Camila destaca ainda a participação de pesquisadores do Instituto MATI no monitoramento dos impactos provocados pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ela, o trabalho tem contribuído para orientar pesquisas acadêmicas sobre as interações ecológicas e sociais afetadas pela alteração do ciclo anual de alagamento de um dos principais afluentes da bacia amazônica.
“O MATI é uma iniciativa modelo que mostra que a conservação da Amazônia depende do respeito e valorização do conhecimento indígena e tradicional”, afirmou a pesquisadora.
Parceria reúne instituições brasileiras e estrangeiras
O PULSAmazônia é liderado pelo Inpa e pelo Karlsruhe Institute of Technology, da Alemanha. O projeto é realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade de São Paulo (USP), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), University of East Anglia, Goethe University e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
A iniciativa conta também com a colaboração do grupo Mauá, do Inpa.
Entre os participantes estão pesquisadores indígenas e ribeirinhos que lideram o Monitoramento Ambiental Territorial Independente da Volta Grande do Xingu. O grupo acompanha há mais de dez anos os impactos de Belo Monte sobre os socioecossistemas do médio Rio Xingu.
O monitoramento é realizado em colaboração com instituições de pesquisa e com o Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA).
A proposta do PULSAmazônia parte da integração de diferentes fontes de conhecimento para ampliar a capacidade de compreender, monitorar e avaliar os impactos sobre as áreas alagáveis amazônicas, ambientes diretamente relacionados à dinâmica dos rios e à biodiversidade da região.
PULSAmazônia áreas alagáveis da Amazônia
Fontes – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI)
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Papão




