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Mais escolaridade, renda em alta e presença dos 60+: o retrato do empreendedor negro no Brasil

Empreendedor negro já representa mais da metade dos donos de pequenos negócios no Brasil.
Perfil revela diversidade geracional, com avanço significativo entre empreendedores 60+.
Escolaridade cresce e impulsiona aumento no rendimento médio ao longo dos anos.

O Brasil vive uma transformação silenciosa — e potente — no universo dos pequenos negócios. Um novo retrato do empreendedor negro revela avanços importantes em escolaridade, aumento no rendimento médio e uma presença cada vez mais forte entre diferentes faixas etárias, incluindo o público acima dos 60 anos. O cenário mostra que, além de maioria, esse grupo vem ganhando protagonismo e redefinindo o perfil do empreendedorismo no país.

Um levantamento do Sebrae mostra o aumento da escolaridade, da representatividade do grupo 60+ à frente de negócios e de rendimento médio de empreendedores negros (pretos + pardos) no Brasil. Eles já somam 15,8 milhões, chegando a 52,3% dos pequenos negócios nacionais, concentrando um aumento de mais de 30% nos últimos 13 anos.

Os dados são da pesquisa do Sebrae “Empreendedorismo Negro no Brasil Sob a Ótica da PNAD Contínua”, que analisa números do 1º trimestre de 2012 até o 4º trimestre de 2025. O aumento expressivo da quantidade de pequenos negócios liderados por negros se sobrepõe ao recorte de brancos, que atualmente totaliza cerca de 14 milhões, 46,4% do total, uma alta de 21,7% entre 2012 e 2025.

“Apesar dos avanços notados ao longo do nosso levantamento, o ambiente dos pequenos negócios no Brasil ainda reflete desigualdades estruturais na inserção econômica”, comenta o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. “Acreditamos que o empreendedorismo é uma ferramenta de inclusão social e produtiva no nosso país. Investir em ações que criem oportunidades de renda para o público negro é construir um futuro mais inclusivo”, acrescenta.

Rendimento sobe, mas permanece desigual

Houve também, nos últimos dez anos, uma alta de 23% no rendimento médio habitual dos empreendedores negros – subindo de R$ 2.115, em 2015, para R$ 2.601, em 2025. Entre os brancos, esse índice ficou em 27,9%.  Apesar desse avanço, os empreendedores negros ainda recebem cerca de 56% da renda dos brancos. Observa-se, contudo, um aumento na proporção de empregadores entre os negros, enquanto entre os brancos houve recuo nessa categoria.

Veja abaixo mais destaques da pesquisa:

Posição no domicílio: 55,9% são chefes de domicílio (contra 52,7% entre os empreendedores brancos);
Localização: 72% dos negros donos de negócios estão no Sudeste (38,5%) e Nordeste (33,5%); porém o Norte é a região do Brasil com maior taxa de empreendedorismo entre os negros (18,1%)1. No Sudeste, 16,6% dos negros são donos de negócio, e no Nordeste, 15,4%.
Setor: 42,4% dos empreendedores negros atuam no setor de Serviços;
Previdência: de 2012 a 2025, cresceu de 18,1% para 30,5% a porcentagem de empreendedores negros que contribuem para Previdência.

 

 

Fonte – Agência Sebrae

Texto com apoio da Inteligência Artificial e edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Sebrae

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