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Medida provisória que garantia crédito extra à agricultura familiar perde validade e gera preocupação no campo

Fim da medida provisória acende alerta entre produtores ligados à agricultura familiar e ao desenvolvimento agrário.
Crédito extra era visto como importante apoio para fortalecer pequenos produtores e estimular a produção rural.
Perda da validade da proposta provoca incertezas sobre investimentos e continuidade de políticas para o campo.

A perda da validade da medida provisória que concedia crédito extra à agricultura familiar trouxe preocupação para produtores rurais e representantes do setor agrário em todo o país. Considerada uma importante ferramenta de apoio ao pequeno agricultor, a proposta buscava ampliar o acesso a recursos financeiros voltados ao fortalecimento da produção no campo. O encerramento da medida reacende debates sobre a necessidade de políticas públicas permanentes para garantir segurança econômica e desenvolvimento agrário sustentável. Para muitas famílias, o crédito representava oportunidade de investir, ampliar a produção e manter a atividade rural ativa diante dos desafios enfrentados diariamente. O tema também mobiliza lideranças do setor, que defendem novas alternativas para assegurar apoio aos trabalhadores da agricultura familiar.

Perdeu a validade no último dia 3 de maio, por não ter sido votada pelo Congresso Nacional, uma medida provisória (MP 1325/25) que autorizou R$ 190 milhões em créditos extras para a agricultura familiar, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

A MP havia sido publicada em 25 de novembro do ano passado. Assim, o Executivo não pode mais usá-la para liberar recursos, e o Congresso tem 60 dias para disciplinar, por meio de um decreto legislativo, o que acontece com o dinheiro gasto durante sua vigência.

Do total previsto, a medida provisória reservou R$ 30 milhões para a promoção e o fortalecimento da comercialização, do abastecimento e do acesso aos mercados para agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais. Os outros R$ 160 milhões foram reservados para abastecimento e soberania alimentar e para formação de estoques públicos.

As medidas provisórias têm vigência por 60 dias para que os parlamentares tenham tempo de analisar sua pertinência e seu conteúdo, mas é comum que a Mesa do Congresso Nacional prorrogue as MPs por mais 60 dias. Caso não seja votada nesses 120 dias, a MP perde totalmente sua eficácia desde a data de sua publicação. Por isso, o Congresso tem que aprovar decreto legislativo para disciplinar os efeitos provocados pelo período em que a MP teve validade.

Na maioria dos casos, os recursos são gastos pelo Executivo antes desse prazo.

MPs prorrogadas

Outras três medidas provisórias foram prorrogadas por mais 60 dias:

MP 1342/26 — Libera R$ 1,3 bilhão extra para reparar danos causados pelas chuvas intensas que ocorreram em fevereiro em cidades como Ubá e Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais.

MP 1343/26 —  Dá mais proteção legal a caminhoneiros contra empregadores que desrespeitem o valor do piso nacional do frete.

MP 1344/26 — Concede, até 31 de maio, subsídio de R$ 1,20 por litro de combustível a empresas importadoras de diesel de uso rodoviário, para conter efeitos da alta do barril de petróleo.

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Edição da Coopnews

Foto – Renato Alves/ Agência Brasília

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