Foi através da cooperação que os seres humanos conseguiram enfrentar animais ferozes, proteger-se das adversidades do clima e resolver problemas como a fome e a doença. Enfim, foi pela cooperação que a humanidade sobreviveu nos
primórdios e continua sobrevivendo.
Nesse sentido, para entender melhor o significado da palavra cooperação, é interessante conhecer sua etimologia. Essa palavra vem do latim co+operatione que significa “em conjunto+ação”, ou seja, ação em conjunto. No Brasil, o marco inicial do cooperativismo se concretizou no ano de 1889, em Minas Gerais. Segundo a obra “Cooperativismo brasileiro: uma história” (2004, p.35), “na virada do século XX, o Cooperativismo recebeu grande impulso no Sul do país, pelas mãos do padre jesuíta suíço Theodor Amstad. Foi assim que surgiu a primeira cooperativa de crédito – rural – no Brasil, em 1902, no município de NovaPetrópolis (RS)
Assim, como forma de se entender melhor o processo de cooperar, é necessário conhecer as instituições que fortaleceram o cooperativismo e a identidade que os representa até hoje. A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP) tem o papel de representar as cooperativas no sistema sindical, negociando com os sindicatos dos empregados de cooperativas os termos das convenções coletivas de trabalho.
“O cooperativismo sempre foi e sempre será a solução para os momentos de crise de qualquer país”. É um modelo de desenvolvimento muito mais sustentável porque nosso objetivo não é apenas econômico, é principalmente social; o foco está nas pessoas, nos nossos cooperados’’ (GRANDE 2016).
Para Santos, L (2012, p. 23) “É preciso ter sempre em mente que a cooperativa é, acima de tudo, um negócio e, portanto, deve ser gerida com profissionalismo e competência. Assim, com certeza, contribuiremos para esse processo evolutivo, na certeza de estarmos no caminho certo para potencializarmos o movimento, tornando-o mais competitivo e moderno”.
Dessa forma, as cooperativas precisam se enxergadas como novas ideias de oportunidade de mercado.
Entretanto, é importante frisar, para que tudo isso aconteça, as cooperativas precisam do apoio necessário de instituições e de governança, porque as cooperativas sozinhas não podem mudar o cenário econômico. O maior desafio é educar, informar, formar e qualificar pessoas para que se aplique à prática cotidiana a noção do cooperativismo, sobretudo diante das adversidades sociais e
econômicas.
É importante que as cooperativas não fiquem só no nome, mas, sim, que atuem como uma cooperativa, como um negócio, um empreendimento que vai trazer recursos tanto para o Estado quanto para seus associados.
A comunicação é, sem dúvida, o principal meio para fazer que o cooperativismo seja reconhecido por suas contribuições à sociedade, mas também é uma forma de identificar as demandas e necessidades das cooperativas.
Por fim, para fortalecer a imagem do cooperativismo é fundamental divulgar para a sociedade os seus benefícios, notadamente a partir dos meios acima citados.
A associação do cooperativismo e as referências positivas contribuirão diretamente para o reconhecimento buscado na visão do futuro. O cooperativismo será tão respeitado e admirado quanto melhor e mais positiva for a sua imagem para a sociedade.
Fonte – Administradores
Foto – Divulgação




