Pequenos produtores rurais do Rio de Janeiro estão recebendo apoio para conseguir comercializar suas produções diretamente com grandes redes de supermercados da capital fluminense.
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento iniciou uma parceria com associações de supermercados para que esses produtores – boa parte deles, familiares – consigam escoar suas produções diante das restrições com a pandemia do novo coronavírus.
Esse agricultores geralmente vendem seus produtos em feiras, pequenos mercados e também fornecem para escolas. Muitos, no entanto, têm tido dificuldades com as restrições em algumas cidades.
Apesar de toda o setor de abastecimento ter ficado de fora das restrições impostas pelo governo do estado para conter a disseminação do vírus, o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz, reconhece que as compras em pequenos estabelecimentos diminuíram.
De acordo com o secretário, a ideia é qualificar e dar suporte a esse produtor o mais rápido possível para que ele se encaixe dentro das especificações exigidas pelos supermercados. O secretário ainda ressaltou que a crise na saúde abriu uma oportunidade que pode se transformar numa política pública.
“Isso é uma política pública para o futuro. Na crise, a gente tenta ver alguma oportunidade que gere um mercado sólido”.
A gerente geral da Unacoop, União das Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do Estado, Margarete Teixeira, afirma que essa abertura para venda direta a grandes redes é histórica.
Segundo ela, para um produto do agricultor familiar ser vendido nesses locais atualmente, precisa passa por cerca de quatro a cinco intermediários, o que encarece o preço para o consumidor final.
Teixeira lamenta, contudo, que essa oportunidade só tenha surgido em um momento de crise da saúde, mas acredita que o canal vai permanecer aberto.
“Se a gente trabalhar com qualidade e seriedade, é um canal novo que está surgindoo para nós da agricultura familiar”.
De acordo com a Secretaria de Agricultura, o primeiro negócio foi fechado entre uma grande rede de venda virtual e associações de produtores da Região Serrana, que vai possibilitar a venda de alimentos da linha hortifrutigranjeiros. Outra venda foi fechada com uma rede de supermercados da capital.
Fonte – Agência Brasil
Foto – Divulgação




