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Projeto avança na Câmara e cria programa nacional para reciclagem de lixo eletrônico

Proposta prevê ações nacionais para ampliar a coleta e a destinação correta do lixo eletrônico.
Medida busca reduzir o descarte inadequado e estimular a reciclagem de lixo eletrônico no país.
Projeto ainda passará por duas comissões antes de seguir para as próximas etapas.

Um projeto que cria um programa nacional voltado à coleta e à reciclagem de lixo eletrônico avançou na Câmara dos Deputados após ser aprovado por uma comissão. A proposta pretende ampliar as ações de recolhimento e destinação adequada de equipamentos eletrônicos descartados, um desafio que cresce à medida que celulares, computadores, televisores e outros aparelhos são substituídos por modelos mais novos. O texto ainda não encerra a tramitação: antes de avançar para as próximas etapas, será analisado por outras duas comissões da Câmara. A iniciativa coloca em debate um problema cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros: o que fazer com aparelhos que deixam de ser usados? Além de ocupar espaço e dificultar o descarte doméstico, o lixo eletrônico pode conter materiais que exigem cuidados específicos no processo de reaproveitamento e reciclagem. A criação de um programa nacional busca organizar e fortalecer esse processo, aproximando consumidores, poder público e cadeia de reciclagem. A proposta, agora, segue em análise no Congresso Nacional.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui o Programa Nacional de Coleta, Reciclagem e Descarte de Equipamentos Eletrônicos.

Entre outros itens, o programa deverá abranger celulares, computadores, televisores e outros eletrodomésticos de pequeno e médio porte. O objetivo é promover a gestão sustentável desses resíduos e estimular a economia circular.

A proposta aprovada é a versão do relator, deputado Josenildo (PDT-AP), para o Projeto de Lei 4094/24, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). O relator ajustou o texto para proteger micro e pequenas empresas e garantir a segurança jurídica.

“Certos dispositivos da regulamentação atual, notadamente aqueles de caráter estruturante e permanente, devem ser alçados ao nível legal, conferindo maior estabilidade à política pública de gestão de resíduos eletrônicos”, disse Josenildo.

PLATAFORMAS DIGITAIS

Pelo substitutivo, provedores de plataformas digitais e marketplaces que atuem como intermediários de comércio eletrônico terão o dever de divulgar e facilitar o acesso dos consumidores aos sistemas de logística reversa.

A proposta proíbe, no entanto, que essas plataformas digitais sejam obrigadas a receber ou armazenar fisicamente os resíduos eletrônicos em seus centros de distribuição logísticos.

A restrição ocorre porque esses intermediários não detêm a posse física dos produtos, e vedar a imposição da guarda do lixo eletrônico, segundo Josenildo, “evita litígios judiciais infrutíferos e o colapso operacional do e-commerce”.

COLETA E INCENTIVOS

O texto aprovado também determina a instalação de pontos de coleta acessíveis à população e o estabelecimento de metas nacionais progressivas de ampliação da logística reversa, com exigência de prestação periódica de contas.

A proposta permite ainda que os investimentos comprovadamente realizados em ações de logística reversa e destinação adequada de resíduos sejam considerados despesas operacionais dedutíveis, na forma da legislação tributária.

As novas regras interagem com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não afastando a aplicação da norma, mas evitando a duplicidade de exigências já cumpridas por sistemas de logística reversa ou acordos setoriais.

PRÓXIMOS PASSOS

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – PMP

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