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Projeto libera venda nacional de produtos da agricultura familiar

Próximos passos - Texto que beneficia a oferta de alimentos tradicionais segue para análise na Câmara dos Deputados e no Senado.
Incentivo ao campo - Nova proposta simplifica regras para acelerar a comercialização de alimentos artesanais em todo o país.
Sem barreiras - Medida cria projeto interestadual e intermunicipal para integrar a produção familiar ao mercado nacional.

Um novo projeto de lei promete desburocratizar o escoamento da agricultura familiar ao liberar a venda intermunicipal e interestadual de alimentos artesanais e tradicionais em todo o Brasil. Voltada para fortalecer a produção familiar e os pequenos produtores do campo, a proposta elimina barreiras sanitárias e comerciais antigas que limitavam a circulação desses itens apenas às regiões de origem.

Para que a medida passe a valer oficialmente em todo o território nacional, o texto do projeto interestadual precisa ser apreciado e aprovado em votação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Se convertido em lei, a expectativa é impulsionar a economia rural, gerar renda direta para os trabalhadores do campo e expandir a oferta de produtos regionais de qualidade para consumidores de todas as regiões do país.

 

 

O Projeto de Lei 2071/26 autoriza o comércio intermunicipal e interestadual de produtos que tenham inspeção dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e se enquadrem como alimentos artesanais e tradicionais da agricultura familiar.

Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, a regra valerá para a produção familiar, artesanal e de pequeno porte, sem a exigência de adesão do município ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa).

A proposta altera a Lei da Política Agrícola. Pelo texto, o Ministério da Agricultura e Pecuária terá 180 dias para regulamentar o assunto, ou a venda intermunicipal e interestadual dos produtos ficará autorizada até a definição das regras.

Justificativa

Segundo o deputado Dr Flávio (PL-RJ), autor da proposta, a aplicação, hoje, de exigências sanitárias voltadas a grandes agroindústrias é desproporcional para a agricultura familiar e limita o acesso dos produtores aos mercados.

“O que se pretende é que, ao menos os alimentos artesanais e tradicionais que tenham origem agroindustrial familiar, artesanal e de pequeno porte, tenham tratamento mais facilitado”, disse Dr. Flávio na justificativa do projeto de lei.

Próximos passos

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 

 

 

Fonte – Agência Câmara

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Camila Souza/Governo da Bahia

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