Esportes

Revolução no Apito – Amazonas se Prepara para Novo Curso de VAR Homologado pela CBF

Com módulo presencial em Manaus, capacitação vai elevar o quadro para mais de 40 profissionais habilitados no estado.
Investimento da FAF em tecnologia de ponta e equipamentos padrão FIFA estruturam o crescimento do futebol amazonense.
Constantemente em campo - desafio agora é garantir a prática regular para árbitros e assistentes locais.

O futebol amazonense está prestes a dar um salto gigante em direção à modernização e excelência de sua arbitragem. Entre os dias 1º e 4 de setembro, Manaus será o palco do módulo presencial do novo curso de var, uma capacitação altamente estratégica homologada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em parceria com a Federação Amazonense de Futebol (FAF). O evento, que contará com a ilustre presença do Diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, na abertura oficial, promete transformar o cenário local ao habilitar dezenas de novos profissionais para operar a tecnologia de árbitro de vídeo. Organizada pela Comissão Estadual de Arbitragem (CEAF-AM), a iniciativa consolida um sonho antigo de profissionalização e coloca o estado em pé de igualdade com os grandes centros esportivos do país, preparando os quadros locais para enfrentar qualquer desafio técnico em nível estadual ou nacional.

O Caminho da Profissionalização Tecnológica

Para quem acompanha o futebol moderno, a presença do árbitro de vídeo não é mais uma novidade, mas sim uma necessidade de justiça e precisão esportiva. No entanto, viabilizar essa tecnologia longe dos grandes eixos do país exige esforço, planejamento e, acima de tudo, formação de pessoal qualificado. É exatamente essa lacuna que o novo curso de var vem preencher no Amazonas.

Até recentemente, o estado enfrentava o desafio de não possuir mão de obra local homologada para atuar na cabine de vídeo. Para o presidente da CEAF-AM, Rodrigo Novaes, a homologação deste treinamento representa um divisor de águas. O dirigente relembra que, desde que assumiu a comissão, a estruturação da arbitragem local baseava-se em dois grandes pilares: primeiro, formar e certificar os profissionais; segundo, adquirir a tecnologia necessária para os jogos. Com o suporte da FAF e a chancela da CBF, ambos os objetivos estão se tornando realidade.

Do Apito à Cabine: Mais de 40 Profissionais Prontos

A Comissão de Arbitragem amazonense será a responsável direta por indicar os árbitros e assistentes que receberão as instruções durante os quatro dias de atividades intensivas. Cada profissional indicado será contatado de forma individual para confirmar sua disponibilidade para o módulo presencial na capital amazonense. Caso haja algum imprevisto ou impossibilidade de participação, o quadro de árbitros terá outro integrante indicado para ocupar a vaga, garantindo o aproveitamento máximo da oportunidade.

Os impactos práticos desse esforço coletivo são expressivos. Após a homologação de 32 profissionais selecionados para esta capacitação, o quadro amazonense saltará para mais de 40 profissionais habilitados a trabalhar com a ferramenta de vídeo. Esse incremento expressivo não apenas assegura que as competições organizadas pela FAF contem com equipes locais preparadas, mas também projeta o nome do Amazonas no cenário nacional, capacitando os árbitros do estado para atuar em qualquer partida do futebol brasileiro.

Estrutura FIFA e o Desafio da Constância

A evolução técnica da arbitragem não acontece no vácuo. Ela vem acompanhada de investimentos robustos fora das quatro linhas. A FAF adquiriu dois kits completos de arbitragem de vídeo, contendo tecnologia de ponta devidamente homologada pela FIFA. Esses equipamentos, que já mostraram serviço em partidas de grande relevância local — como as finais do Campeonato Amazonense Sub-20 e da tradicional Copa da Floresta —, estarão à disposição das equipes e serão peça-chave nos torneios organizados pela federação.

Contudo, como destaca Rodrigo Novaes, a homologação técnica é apenas o primeiro passo de um processo contínuo. Operar o sistema do VAR exige dos árbitros reflexos rápidos, comunicação limpa e uma intimidade constante com o protocolo de revisão. O grande desafio daqui para frente será manter esses profissionais em atividade constante, especialmente em um cenário onde ainda não é viável aplicar a ferramenta em todas as rodadas e em todos os campeonatos locais. O treinamento e a prática constantes serão os verdadeiros pilares para consolidar a eficácia dessa revolução tecnológica.

 

 

Fonte – FAF

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Mateus Moreira/FAF

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