A Indicação Geográfica é usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve a sua origem. Em Manaus, foi lançado nesta segunda-feira (19) o projeto que busca Indicação Geográfica do Pirarucu de Manejo.
Fruto de uma parceria entre o Sebrae, Ministério da Agricultura, Instituto Mamirauá, Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e Prefeitura de Tefé.
Ana Claudia Torres, coordenadora do projeto e do Instituto Mamirauá, destacou a importância para os trabalhadores da região da agregação de valores que o produto irá receber.
Foram mostradas também, durante o lançamento, as diretrizes do projeto que irá beneficiar cerca de 10 mil pescadores em nove municípios do Estado.
Alcione Rodrigues, da Associação de Moradores da Reserva Mamirauá, relata que o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos pescadores, aliado aos valores agregados, irão ajudá-los a ter um preço melhor na hora da venda.
O analista técnico do Sebrae no Amazonas, José Antônio Fonseca, explica que o projeto, avaliado em mais R$ 600 mil, pretende solicitar junto ao INPI, órgão ligado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o selo de Indicação Geográfica na categoria de Denominação de Origem, que atende a critérios específicos para a comprovação de que o pirarucu de manejo é diferenciado, levando em consideração características como água, manejo, bioma amazônico e traços que transferem qualidade e sabor único ao pescado.
Fonseca lembrou que o Sebrae já tem um histórico de apoio a aquisição do selo. Um dos exemplos é o guaraná de Maués e o outro a farinha de Uarini.
Nove municípios do Amazonas, que serão contemplados com o projeto são: Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé, Tocantins e Uarini, no Médio Solimões.
A estimativa é que seja feito o depósito de toda a documentação no INPI em dezembro de 2019.
Fonte – Redação Coopnews




