Setembro é um mês marcado pela cor amarela, símbolo de uma das campanhas mais importantes de saúde pública no Brasil: a prevenção ao suicídio. Criado em 2015, o movimento Setembro Amarelo visa chamar a atenção da sociedade para a valorização da vida e o cuidado com a saúde mental.
Segundo dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. No Brasil, o cenário preocupa ainda mais entre os jovens: o Ministério da Saúde aponta que o suicídio é hoje a quarta causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo de casos nessa faixa etária, levantando um alerta para famílias, escolas e instituições de ensino.
Para a psicóloga e responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE, Alcilene Moreira, o debate sobre saúde mental não pode mais ser adiado. “É essencial compreender os sinais de sofrimento psíquico e oferecer escuta ativa, sem julgamentos. Muitas vezes, o jovem não sabe como pedir ajuda, e cabe a nós, enquanto sociedade, estar atentos e acolher”, afirma.
*Como identificar sinais de alerta?*
Conforme a especialista, alguns comportamentos podem indicar que uma pessoa está em sofrimento emocional:
Isolamento social repentino;
Alterações de humor constantes;
Fala frequente sobre morte ou desesperança;
Queda no desempenho escolar ou profissional;
Mudanças nos hábitos de sono e alimentação.
*O que fazer para ajudar?*
A responsável técnica reforça que pequenas atitudes podem salvar vidas. Entre elas:
Ouvir sem críticas – permitir que a pessoa se expresse livremente;
Oferecer apoio emocional – demonstrar presença e empatia;
Incentivar a busca por ajuda profissional – psicólogos, psiquiatras e centros de atendimento especializados;
Nunca minimizar o sofrimento – frases como “isso é frescura” ou “vai passar” podem agravar a situação;
Divulgar canais de apoio – como o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo número 188, que funciona 24 horas, gratuitamente.
A Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE também reforça seu papel social ao oferecer atendimento psicológico à comunidade, com acompanhamento profissional e supervisão acadêmica.
O Setembro Amarelo não é apenas uma campanha, mas um convite à reflexão coletiva: é preciso quebrar tabus, falar sobre saúde mental e, acima de tudo, valorizar a vida.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação/Ascom




