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Cacau brasileiro ganha força com nova medida de importação

Debate reúne governo, setor produtivo e parlamentares em torno dos impactos econômicos da ImportaçãodeCacau e da valorização da produção nacional.
Texto busca fortalecer a cadeia produtiva nacional e incentivar fabricantes a ampliarem a compra do cacau brasileiro.
Comissão mista é instalada para analisar medida provisória que altera regras da ImportaçãodeCacau no país.

Foi instalada no Congresso Nacional a comissão mista responsável por analisar a medida provisória que altera as regras para a importação de cacau no Brasil. A proposta busca incentivar fabricantes de chocolate a ampliarem a compra do cacau produzido no país, fortalecendo a cadeia produtiva nacional. O debate envolve parlamentares, representantes do setor e produtores rurais, especialmente em regiões onde o cultivo tem forte impacto econômico e social. A expectativa é que a medida contribua para valorizar a produção brasileira, estimular empregos e ampliar a competitividade do setor. O tema também reacende discussões sobre equilíbrio entre mercado interno e importações. A comissão agora inicia a análise do texto antes da votação no Congresso.

Foi instalada na terça-feira (9) a comissão mista que vai analisar a medida provisória (MP 1341/26) que reduz o prazo de benefícios fiscais para a importação de cacau.

O deputado Gabriel Nunes (PSD-BA) foi eleito presidente do colegiado. O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) é o relator.

O objetivo da é proteger os produtores brasileiros de cacau sem prejudicar a indústria exportadora nacional, que também utiliza cacau de outros países.

Zequinha destacou a necessidade de dar celeridade à tramitação da proposta e afirmou que pretende ouvir representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva antes de apresentar seu parecer.

“Vamos dialogar o máximo possível, ouvindo quem conhece profundamente o tema: produtores de cacau, especialmente da Bahia e do Pará, que são os principais estados produtores, além da indústria”, afirmou.

Sobre a MP

A medida provisória reduz de até dois anos para, no máximo, seis meses o prazo dos benefícios tributários concedidos à importação de cacau por empresas que utilizam a matéria-prima na fabricação de produtos destinados à exportação.

Assim, as empresas terão até seis meses para utilizar o cacau importado na produção e exportação dos produtos finais. A regra vale para o regime chamado de drawback, que permite a suspensão, redução ou isenção de impostos sobre insumos importados.

Segundo o governo, embora o Brasil esteja entre os maiores produtores de cacau do mundo, a indústria nacional importa cerca de 14% da matéria-prima utilizada no país. Dessa forma, estoques importados mantidos por longos períodos acabam competindo com a safra brasileira e diminuindo os preços pagos aos produtores nacionais.

Com a mudança, o governo pretende preservar a renda dos agricultores e reduzir oscilações no mercado sem prejudicar a indústria exportadora.

Entenda a tramitação

A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei. Depois da comissão mista, o texto precisa ser analisado pelos plenários da Câmara e do Senado.

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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