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Amazonas aposta em produção sustentável para reduzir emissão de carbono

Em meio aos desafios da mudança do clima, o estado quer ampliar modelos produtivos que unam geração de renda, conservação da floresta e sustentabilidade no campo.
O estado busca fortalecer cadeias produtivas alinhadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento econômico com foco em baixa emissão de carbono.
A proposta envolve incentivar práticas sustentáveis na pecuária e em outros setores estratégicos da produção de alimentos no Amazonas.

O Amazonas deu um passo decisivo para transformar seu agronegócio em um modelo de sustentabilidade global. Em um seminário estratégico na Assembleia Legislativa (Aleam), especialistas e produtores debateram como o Plano Estadual de Fertilizantes pode revolucionar as cadeias produtivas locais. O foco vai além da economia: o objetivo é combater a mudança do clima reduzindo a emissão de carbono no transporte de insumos e fortalecendo setores vitais, como a pecuária, com tecnologia de ponta e respeito à floresta.

Você já parou para pensar no caminho que o adubo percorre até chegar ao interior do nosso estado? Hoje, o Brasil importa cerca de 95% do potássio que utiliza, trazendo insumos de países distantes como Rússia e Canadá. Esse modelo gera uma emissão de carbono gigantesca devido à logística internacional, o que agrava a mudança do clima. Para mudar esse jogo, o Amazonas está articulando seu Plano Estadual de Fertilizantes, uma estratégia para produzir “em casa” e encurtar distâncias.

Fertilizantes locais: o segredo para frear a mudança do clima

A produção local não é apenas uma questão de economia, é um compromisso ambiental. Estudos apresentados no seminário mostram que a pegada de carbono da importação de fertilizantes é, muitas vezes, o dobro do que se imagina, devido ao transporte transoceânico. Ao verticalizar as cadeias produtivas e utilizar a matriz energética renovável do Brasil, o Amazonas pode fornecer insumos com baixa emissão de carbono, ajudando a descarbonizar a agricultura nacional. É a inteligência tecnológica servindo à preservação do bioma.

Pecuária sustentável: mais produtividade com menos pressão na floresta

Um dos grandes destaques do debate foi o impacto direto na pecuária amazonense. Atualmente, o produtor rural do estado só pode utilizar até 20% de sua área para produção, o que exige uma eficiência máxima no campo. Muni Lourenço, presidente da FAEA, reforçou que o acesso facilitado a fertilizantes permite a recuperação de pastagens degradadas e o uso do pastejo rotacionado. Na prática, isso significa produzir mais carne e leite em menos espaço, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas e protegendo a floresta em pé.

Independência econômica e fortalecimento das cadeias produtivas

A meta do plano é clara: tirar o Amazonas da vulnerabilidade geopolítica. Com as guerras internacionais encarecendo a ureia e o potássio em até 60%, o estado quer usar suas próprias reservas minerais e de gás natural para garantir a segurança alimentar. Esse movimento promete injetar fôlego nas cidades do interior, gerando até 6.000 empregos diretos e descentralizando a economia que hoje se concentra em Manaus. É o desenvolvimento regional caminhando de mãos dadas com a responsabilidade socioambiental.

 

 

 

Fonte – Agência Amazonas

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Redação e Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Sepror

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