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Cooperativismo extrativista ganha força com programa voltado à bioeconomia na Amazônia

Imersão reúne 24 cooperativas de três estados para troca de experiências, formação e abertura de novos mercados.
Programa prevê R$ 103 milhões para fortalecer 50 cooperativas da Amazônia Legal até 2030.
Iniciativa une gestão, inovação e valorização da sociobiodiversidade para ampliar renda e conservar a floresta.

O cooperativismo extrativista ganhou novo impulso na Amazônia Legal com a primeira Imersão Coopera + Amazônia, realizada entre os dias 17 e 19 de setembro, em Rio Branco, no Acre. O encontro reuniu 48 representantes de 24 cooperativas agroextrativistas do Pará, Rondônia e Maranhão em uma programação voltada à formação, ao intercâmbio de experiências, ao acesso a mercados e à articulação institucional. A iniciativa integra o programa Coopera + Amazônia, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), executado pelo Sebrae Nacional, com apoio do Sistema OCB e recursos do Fundo Amazônia/BNDES. Com investimento de R$ 103 milhões e duração prevista de 48 meses, entre 2026 e 2030, o programa pretende atender 50 cooperativas do Acre, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia, fortalecendo cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade e ampliando oportunidades para famílias que vivem do extrativismo.

Cooperação entre diferentes territórios

A primeira Imersão Coopera + Amazônia colocou em contato cooperativas de diferentes territórios e cadeias produtivas da Amazônia Legal, criando um espaço para compartilhar experiências e conhecer soluções voltadas à organização da produção, gestão, beneficiamento e comercialização.

Durante os três dias de programação, os participantes participaram de palestras e rodas de conversa, acompanharam atividades do Inova Amazônia Summit e fizeram uma visita técnica à Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (CooperAcre).

A experiência da CooperAcre mostrou, na prática, como a organização coletiva pode contribuir para aproximar produtos da floresta dos mercados. A central reúne 12 cooperativas singulares e alcança 5.352 famílias em 20 dos 22 municípios do Acre. Atua no beneficiamento da castanha-do-brasil e também nas cadeias da borracha e das polpas de frutas.

Formação, equipamentos e acesso a mercados

O programa Coopera + Amazônia prevê ações de diagnóstico e acompanhamento técnico, consultorias especializadas, aquisição de equipamentos, formação de lideranças, compras coletivas e estratégias para ampliar o acesso aos mercados e agregar valor aos produtos extrativistas.

No primeiro ciclo, participam oito cooperativas do Pará, nove de Rondônia e sete do Maranhão. As organizações trabalham com produtos como açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil, babaçu, café, cacau e buriti.

A diversidade também aparece no perfil das organizações participantes, que incluem cooperativas formadas por comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, além de grupos com forte participação de mulheres e jovens. Algumas já alcançam mercados institucionais e internacionais, enquanto outras contam com agroindústrias comunitárias, certificação orgânica e estruturas próprias de beneficiamento.

Fórum amplia participação das cooperativas

Um dos resultados da imersão foi a criação do Fórum de Cooperativas do Coopera + Amazônia. O espaço terá nove delegados e nove suplentes territoriais e deverá funcionar como ambiente permanente de diálogo e articulação entre as organizações participantes.

Maria Divina Lopes, da Coomara, e Anderson Uruam Suruí, da Coopaiter, foram escolhidos para representar o Fórum no Comitê de Governança do programa, respectivamente como delegada e suplente.

O Sistema OCB acompanha a construção do Coopera + Amazônia desde 2024 e integra o Comitê de Governança. A entidade também será responsável pela Formação e Mobilização para a Cultura do Cooperativismo, destinada a duas lideranças de cada cooperativa participante.

Além da formação, o Sistema OCB avalia possibilidades de contribuição na assistência técnica voltada ao agroextrativismo, complementando as ações de gestão e acesso a mercados desenvolvidas pelo Sebrae.

Com atuação prevista até 2030, o Coopera + Amazônia busca aproximar organização cooperativa, geração de renda, agregação de valor e conservação da floresta. A proposta contempla cadeias estratégicas da sociobiodiversidade amazônica e reúne, na governança, instituições como MDIC, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Sebrae Nacional e Unicafes.

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Cooperativa é protagonista de pesquisa com jaborandi na Amazônia – https://radiowebcoopnews.com.br/cooperativa-e-protagonista-de-pesquisa-com-jaborandi-na-amazonia/

 

Fontes – Sistema OCB — SomosCooperativismo

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – OCB

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