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Bruxismo pode causar dores de cabeça, desgaste dos dentes e exige acompanhamento especializado

Hábito de apertar ou ranger os dentes pode ocorrer durante o sono ou ao longo do dia, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
Estresse e ansiedade estão entre os fatores associados ao bruxismo, que também pode provocar dores na mandíbula, no pescoço e nas têmporas.
Placas de proteção, fisioterapia e acompanhamento psicológico podem ajudar a controlar os sintomas e reduzir os danos.

O bruxismo, caracterizado pelo ato repetitivo de apertar ou ranger os dentes, pode comprometer a saúde bucal e provocar dores musculares e de cabeça. Segundo levantamento citado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), cerca de 17 em cada 100 pessoas rangem os dentes durante o sono, enquanto cinco apertam os dentes quando estão acordadas. O acompanhamento especializado ajuda a identificar o tipo de bruxismo e definir as medidas adequadas para controlar os sintomas.

O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos da mastigação, caracterizada por apertar, ranger ou deslizar os dentes fora dos movimentos normais de mastigar e engolir. De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, trata-se de um comportamento que pode representar um fator de risco conforme sua frequência e intensidade.

A condição pode ocorrer durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada. No bruxismo do sono, os episódios acontecem involuntariamente e podem estar associados a breves despertares. Já durante o dia, o indivíduo costuma apertar os dentes sem perceber, especialmente em situações de concentração, tensão ou esforço.

Estresse e ansiedade estão entre os fatores associados ao problema. Por isso, a avaliação profissional é importante para identificar as circunstâncias em que o comportamento ocorre e orientar o tratamento.

Principais sintomas do bruxismo

O ranger dos dentes durante a noite é um dos sinais mais conhecidos e pode ser percebido por quem dorme próximo. Entretanto, nem todos os sintomas são evidentes.

Ao acordar, algumas pessoas sentem cansaço na mandíbula, dores de cabeça ou desconforto nas têmporas. A tensão muscular também pode provocar dores de ouvido, pescoço e ombros.

Nos dentes, o bruxismo pode causar desgaste do esmalte, pequenas fraturas, sensibilidade ao frio e a alimentos doces, além de danos em restaurações e próteses. Em situações mais intensas, também podem surgir problemas na articulação temporomandibular, responsável pelos movimentos da mandíbula.

Durante o dia, o sinal mais comum pode ser o cansaço na musculatura da mandíbula, que aumenta ao longo das horas. Como o apertamento geralmente não produz ruído, o hábito pode passar despercebido até que apareçam dores ou outros desconfortos.

Como é feito o tratamento?

O bruxismo não tem uma cura única, mas pode ser controlado com medidas individualizadas para reduzir os sintomas, proteger os dentes e aliviar a sobrecarga muscular.

Uma das alternativas é a placa de proteção, indicada por profissional habilitado. Ela ajuda a distribuir a força exercida sobre os dentes e a diminuir o risco de danos ao esmalte, às restaurações e aos implantes. Entretanto, a placa não necessariamente impede que a pessoa continue rangendo os dentes.

O tratamento também pode incluir fisioterapia, com exercícios e técnicas voltados à musculatura da mastigação, além de orientações para melhorar a postura da cabeça e do pescoço. Quando o estresse e a ansiedade estão associados ao comportamento, o acompanhamento psicológico pode contribuir para o controle dos fatores emocionais.

Não existe um medicamento específico para eliminar o bruxismo. Analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares ou outros medicamentos podem ser considerados em situações específicas, sempre sob orientação profissional. A automedicação deve ser evitada.

Atenção ao bruxismo durante o dia

O apertamento dos dentes enquanto a pessoa está acordada pode ser trabalhado por meio da auto-observação e da mudança de hábitos. Uma orientação comum é manter os dentes afastados quando não estiver mastigando ou engolindo, evitando a contração constante da mandíbula.

Perceber em quais situações o apertamento acontece — durante o trabalho, ao usar telas, no trânsito ou em momentos de tensão — pode ajudar a interromper o hábito e reduzir a sobrecarga muscular.

Bruxismo também afeta crianças

Crianças e bebês também podem apresentar bruxismo. Nesses casos, a avaliação deve ser feita por odontopediatra, considerando não apenas os dentes, mas também a qualidade do sono, a respiração pela boca, as alergias respiratórias e possíveis alterações nas amígdalas e adenoides.

O diagnóstico e a orientação adequados são importantes para avaliar cada situação e evitar que sinais persistentes sejam ignorados.

Ao perceber ranger frequente dos dentes, dores recorrentes na mandíbula ou na cabeça, sensibilidade dentária ou desgaste dos dentes, a recomendação é procurar um dentista. A avaliação permite identificar possíveis danos e estabelecer as medidas mais apropriadas para cada pessoa.

 

 

Fonte – Conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/

 

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