A curiosidade das crianças ganhou espaço entre árvores, sementes e descobertas científicas durante uma atividade especial realizada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. Estudantes do 5º ano da Escola Municipal Ruy da Silveira Brito participaram do lançamento local do jogo de cartas “Árvores do Brasil”, uma iniciativa que mistura ciência, diversão e educação ambiental. A programação levou os alunos para uma verdadeira imersão na biodiversidade brasileira, despertando reflexões sobre a importância da preservação da floresta e do cuidado com o meio ambiente. Além do contato com informações científicas, os estudantes puderam conhecer espécies emblemáticas da flora nacional de forma prática e interativa.
Entre perguntas espontâneas, olhares atentos e muita empolgação, os alunos descobriram curiosidades sobre árvores brasileiras, como altura, idade, tamanho das sementes e importância ecológica das espécies nativas. A atividade mostrou que aprender sobre natureza pode ir muito além da sala de aula.
“A gente aprendeu a ver a largura, altura e a idade até onde as árvores vão, o tamanho das sementes… E foi muito bacana aprender sobre isso”, contou a estudante Jhamilly Corrêa de Paula, de 11 anos.
O colega Eduardo Miguel Costa Souza, também de 11 anos, destacou o contato direto com as espécies presentes no bosque da Embrapa como um dos momentos mais marcantes da experiência.
“Eu achei o jogo muito interessante porque ele fala das árvores, da altura, do diâmetro e da idade delas. Também gostei de ver árvores como o mogno, o ipê-amarelo e o pau-brasil”, afirmou.
O jogo “Árvores do Brasil” foi desenvolvido em uma cooperação internacional entre Brasil e França e apresenta conteúdos em português e francês. As cartas reúnem informações científicas sobre 34 espécies nativas dos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Cada unidade traz dados sobre ameaças ambientais, usos das espécies, longevidade, diâmetro e altura das árvores, tudo em uma linguagem acessível para o público infantil.
A iniciativa é fruto da parceria entre o Cirad, organização francesa de pesquisa agronômica, a Embrapa, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e a empresa de jogos Bioviva. Uma edição especial do material foi produzida para ações educativas em escolas públicas, com apoio da Embaixada da França e do projeto FEFACCION.
Segundo Pierre Marracini, representante do Cirad, transformar conteúdos científicos em uma linguagem simples e atrativa foi um dos maiores desafios do projeto.
“O jogo nos obrigou a pensar em cada palavra para que fosse entendida e fizesse sentido para as crianças. Foi um exercício importante também para os pesquisadores, que normalmente trabalham com termos mais técnicos”, explicou.
Ao longo da programação, os 60 estudantes participantes receberam exemplares do jogo e puderam observar de perto sementes, folhas e amostras de madeira utilizadas em pesquisas científicas. A experiência ficou ainda mais completa durante a caminhada pelo bosque da Embrapa, onde os alunos identificaram espécies presentes nas cartas.
Para o pesquisador Milton Kanashiro, da Embrapa Amazônia Oriental, iniciativas como essa ajudam a aproximar as novas gerações da biodiversidade brasileira de maneira leve e natural.
“A curiosidade e a brincadeira funcionam como uma porta de entrada para conceitos ecológicos importantes. As crianças começam a entender que seres humanos, plantas e animais fazem parte de um mesmo equilíbrio”, destacou.
A professora Elaine Souza reforçou o impacto pedagógico da experiência e afirmou que atividades práticas fortalecem o aprendizado desenvolvido em sala de aula.
“Quando elas conseguem tocar, observar e vivenciar aquilo que estudam, o aprendizado ganha outro significado. Isso desperta consciência e fortalece o entendimento sobre a preservação da floresta e o cuidado com o meio ambiente”, afirmou.
Mais do que aprender regras de um jogo, os estudantes saíram da experiência com uma mensagem clara sobre a importância das árvores para a vida no planeta.
“A gente vai morrer se tirar as árvores, porque elas produzem o oxigênio pra gente. Por isso é importante cuidar do meio ambiente”, resumiu Eduardo.
Já Jhamilly deixou um recado simples, mas direto: “Cuide bem desse espaço e plante mais árvores. Se não fossem elas, a gente não viveria bem.”
Fonte – Ascom
Texto com apoio de Inteligência Artificial/Edição Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom




