Como é o dia a dia de uma cooperativa? Quais os valores necessários para que ela tenha o seu pleno desenvolvimento? Como confiar que o outro realizará o seu trabalho com excelência, sem fiscalização? Essas e outras perguntas são respondidas em “Xá-ku-nóis: sobre cooperação, confiança e mudança”, livro escrito pelo Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho em parceria com Geraldo Trindade, especialista com mais de 35 anos de experiência prática em sistemas cooperativistas. Alicerçado na experiência de ambos, o livro reflete sobre questões que permeiam o dia a dia das cooperativas e propõe um novo olhar sobre o sistema.
A discussão passa ainda pela realidade de qualquer líder. Os que já estiveram à frente de grandes ou pequenos grupos sabem que ficar de olho o tempo todo no que a outra pessoa está fazendo não é muito produtivo. Afinal, é preciso, antes de tudo, implementar a própria operação. Por isso, ter que ficar vigiando desfoca, atrapalha, fragiliza, rouba eficiência, compromete a excelência. O controle acaba saindo caro. Melhor seria, portanto, não precisar vigiar ninguém. Fazer o próprio trabalho e pronto. Disponibilizar para ele toda a atenção, energia e competência.
Clóvis de Barros Filho e Geraldo Trindade, em linguagem simples e instigante, demonstram que não existe cooperativa sem ação conjunta, soma de esforços, mudança de atitudes, parceria e confiança. Para além, propõem reflexões para tornar o cooperativismo, que para alguns é apenas uma utopia, uma realidade palpável e que visa o bem comum.
“Não há atividade profissional, em nenhum segmento, que possa pretender a excelência sem contar com a excelência do agir de alguém mais”, pontua o Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho, jornalista e filósofo contemporâneo. “Quem coopera opera com mais alguém. Não cansamos de repetir isso no livro. Só faz sentido cooperar na certeza de que alguma outra pessoa também o faça. E de modo adequado. Um modo de obter essa certeza é pela verificação. Fica fácil quando essa pessoa opera na mesa ao lado. Mais difícil quando a cooperação exige distância entre os operadores”, completa.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação




