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Comitiva da Asean debate liderança feminina no cooperativismo em visita ao Sistema OCB

Delegação internacional da Ásia conhece iniciativas brasileiras de empoderamento, igualdade de gênero e governança cooperativa.
Embora somem 11,5 milhões de associadas no Brasil, mulheres ocupam apenas 22,18% dos cargos de presidência e conselhos.
Programas de formação de lideranças e ações de inclusão foram apresentados como caminhos para ampliar a participação feminina na gestão.

O Sistema OCB recebeu uma comitiva internacional de representantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) para compartilhar experiências sobre igualdade de gênero e **liderança feminina no cooperativismo**. A visita técnica, organizada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), buscou aproximar a delegação asiática do modelo de governança e das estratégias de inclusão promovidas pelo setor no Brasil. Dados do AnuárioCoop 2026 revelam que, embora as mulheres representem mais de 11,5 milhões de cooperadas (39,56% do total de associados) e 53,3% dos empregados do setor, elas ocupam apenas 22,18% das posições de presidência e conselho. Para superar essa disparidade, gerentes do Sistema OCB apresentaram frentes de ação estruturadas, como os Comitês “Elas pelo Coop”, a solução educacional Futuras Lideranças e diretrizes aprovadas no 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo. A programação incluiu também uma visita técnica à cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, demonstrando na prática como a atuação coletiva alia geração de renda, inclusão produtiva e protagonismo feminino na comunidade.

O Sistema OCB recebeu na segunda-feira, 19 de outubro, uma comitiva de representantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) para debater igualdade de gênero, empoderamento e a ampliação da **liderança feminina no cooperativismo**. A programação incluiu apresentações institucionais e painéis de discussão focados nas estratégias brasileiras para promover a autonomia econômica e a formação de mulheres no setor.

A visita fez parte de uma missão técnica organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o Sistema OCB e a Asean. A iniciativa deu continuidade a uma série de webinários realizados no primeiro semestre e teve como propósito apresentar à delegação asiática a atuação do cooperativismo nacional em áreas como governança, produção sustentável, agregação de valor e inclusão social.

Durante o encontro, a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, detalhou o modelo de representação do setor no país. Ela explicou que a atuação integrada entre a unidade nacional e as organizações estaduais contribui para o desenvolvimento contínuo das cooperativas e para a construção de um ambiente regulatório favorável.

Clara destacou que a representação unificada de diferentes ramos é um dos grandes diferenciais do modelo brasileiro. “Essa estrutura fortalece a articulação política e permite defender pautas comuns a segmentos com realidades e necessidades distintas. A atuação também é complementada pelas organizações estaduais, que acompanham de perto as cooperativas e conhecem as particularidades econômicas, sociais e culturais de cada região”, enfatizou.

A executiva também apresentou a divisão de papéis entre as entidades que integram o Sistema OCB: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) atua na representação institucional e política; o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) foca na formação profissional, capacitação e aprimoramento da gestão e governança; e a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) responde pelas relações sindicais patronais.

Presença feminina e acesso à governança

Apesar da forte presença das mulheres na base do movimento, a ocupação de cargos estratégicos ainda enfrenta desafios. Segundo dados do AnuárioCoop 2026, o Brasil conta com mais de 11,5 milhões de mulheres cooperadas, o que equivale a 39,56% do total de associados. Além disso, elas representam 53,3% da força de trabalho empregada nas cooperativas. Contudo, a presença feminina atinge apenas 22,18% nos cargos de presidência e conselhos de administração.

Em sua intervenção, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, abordou os caminhos necessários para transformar esses números em maior poder de decisão. Entre os principais obstáculos listados estão barreiras culturais, estereótipos de gênero, acesso limitado a informações sobre a gestão dos negócios cooperativos e a necessidade de estruturar programas contínuos de preparação de sucessoras.

Para enfrentar esses cenários, Débora destacou três frentes prioritárias desenvolvidas pelo Sistema OCB:

1. Mobilizar e representar:** Fortalecimento da articulação feminina por meio dos Comitês de Mulheres “Elas pelo Coop”.
2. Desenvolver lideranças:** Capacitação técnica e executiva por meio do programa Futuras Lideranças.
3. Transformar a cultura cooperativista:** Adoção de práticas de Inclusão, Diversidade e Equidade (IDE), apoiando as cooperativas na definição de políticas, metas e indicadores claros.

A gerente destacou ainda as diretrizes aprovadas durante o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC). Das 25 prioridades estratégicas pactuadas para o setor, cinco são voltadas diretamente para a equidade de gênero, abrangendo desde a ampliação da participação feminina na governança até o combate firme ao assédio e a todas as formas de violência.

No período da tarde, a comitiva internacional visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida. A atividade permitiu aos representantes da Asean conhecerem de perto um empreendimento que combina gestão coletiva, sustentabilidade ambiental, inclusão produtiva e impacto social direto na vida de trabalhadoras e suas famílias.

 

 

Fonte – Somos Coop

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/SomosCoop

 

liderança feminina no cooperativismo Sistema OCB

 

Leia também — Estudo internacional confirma – cooperativas geram mais renda, poupança e resiliência financeira – https://radiowebcoopnews.com.br/estudo-internacional-confirma-cooperativas-geram-mais-renda-poupanca-e-resiliencia-financeira/

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