Geral

Consultoria do Sebrae reduz risco de fechamento de pequenos negócios

Estudo aponta que 77% dos negócios atendidos permanecem ativos após cinco anos.
Entre os MEI, sobrevivência chega a quase 65% com orientação técnica.
Efeito do acompanhamento varia entre os estados e cresce ao longo do tempo.

Um estudo inédito do Sebrae aponta que a consultoria técnica oferecida a microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE) está associada a uma redução de 68% no risco de encerramento dos pequenos negócios. Segundo o levantamento, 77% das empresas que receberam atendimento permanecem em atividade cinco anos após a abertura do CNPJ, enquanto a taxa cai para aproximadamente 55% entre aquelas que não buscaram o apoio da instituição. A diferença, que é de cerca de 14 pontos percentuais no primeiro ano, chega a quase 22 pontos ao final do quinto ano. O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do Sebrae e analisou o impacto da consultoria na sobrevivência dos pequenos negócios no Brasil e nas unidades da Federação. Os resultados também mostram diferenças importantes entre MEI e MPE e indicam que a redução do risco de fechamento aumenta conforme o período de acompanhamento se prolonga.

O acesso a orientação técnica pode estar relacionado a uma maior permanência dos pequenos negócios no mercado. É o que indica o estudo “Avaliação de Impacto da Consultoria Sebrae na Sobrevivência dos Pequenos Negócios: Uma análise para o Brasil e suas Unidades da Federação”, elaborado pelo Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do Sebrae.

De acordo com o levantamento, pequenos negócios que receberam consultoria da instituição apresentam maior taxa de sobrevivência do que aqueles que não tiveram o atendimento. No conjunto analisado, a redução do risco de encerramento chega a 68%.

A diferença também aparece ao longo do ciclo de vida das empresas. No primeiro ano de atividade, a distância entre os negócios atendidos e os não atendidos é de aproximadamente 14 pontos percentuais na taxa de sobrevivência. Ao final de cinco anos, essa diferença aumenta para quase 22 pontos percentuais.

Nesse período, 77% dos pequenos negócios que receberam apoio do Sebrae continuam em funcionamento, enquanto entre os que não tiveram atendimento a permanência fica em torno de 55%.

MEI apresenta maior diferença com assistência técnica

Entre os microempreendedores individuais, os números mostram uma diferença ainda mais expressiva. O estudo aponta que, entre os MEI que não receberam consultoria técnica, apenas 33,7% permanecem ativos após cinco anos. Isso significa que aproximadamente dois em cada três negócios desse grupo tiveram o CNPJ baixado no período analisado.

Com a orientação do Sebrae, a taxa de sobrevivência dos MEI chega a quase 65% após cinco anos, uma diferença superior a 31 pontos percentuais em relação aos empreendedores que não receberam o atendimento.

No segmento dos MEI, o estudo calcula que a consultoria técnica reduz o risco de encerramento em quase 70%.

Entre as micro e pequenas empresas, a taxa de sobrevivência após cinco anos é de aproximadamente 85% entre as que receberam consultoria, contra 70% entre as que não tiveram apoio. Nesse grupo, a análise aponta uma redução de 66,5% no risco de fechamento.

Os resultados foram destacados pelo presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, que relacionou a permanência dos negócios ao acesso a conhecimento e suporte técnico. Segundo ele, a atuação da instituição busca oferecer qualificação aos empreendedores diante dos desafios enfrentados principalmente nos primeiros anos de atividade.

Risco de fechamento diminui com o tempo

A análise do ciclo de vida dos negócios mostra que os dois primeiros anos concentram níveis relevantes de mortalidade empresarial. O acompanhamento técnico, segundo o estudo, está associado à redução progressiva desse risco ao longo do tempo.

A partir do quarto ano de acompanhamento, a redução do risco de fechamento ultrapassa 90% no cenário nacional, de acordo com os resultados apresentados pela pesquisa.

O levantamento também avaliou os resultados nas unidades da Federação. Segundo o estudo, foram identificados efeitos positivos do atendimento nos diferentes recortes analisados, incluindo o conjunto dos pequenos negócios, os MEI e as MPE.

No conjunto dos pequenos negócios, a redução do risco de encerramento varia de 46% na Bahia a 82% no Acre.

Quando considerada a diferença absoluta nas taxas de sobrevivência após cinco anos entre empresas atendidas e não atendidas, aparecem entre os maiores resultados Alagoas, com 31 pontos percentuais; Acre, com 33 pontos; Distrito Federal, com 27 pontos; Mato Grosso, com 26 pontos; e Rio Grande do Norte, também com 26 pontos percentuais.

Os dados fazem parte da avaliação realizada pelo Sebrae para medir a relação entre a consultoria técnica oferecida pela instituição e a sobrevivência dos pequenos negócios no país. O levantamento considera diferentes perfis empresariais e períodos de acompanhamento, permitindo observar como o comportamento das empresas atendidas se modifica ao longo dos primeiros anos de atividade.

 

Palavras chave – sobrevivência dos pequenos negócios consultoria do Sebrae

 

 

Fonte – Agência Sebrae

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – André Cyriaco

temas relacionados

clima e tempo

publicidade

baixe nosso app

outros apps