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Emater e Banco da Amazônia ampliam apoio ao crédito rural no oeste do Pará

Parceria busca facilitar o acesso de produtores rurais ao financiamento para fortalecer atividades produtivas na região.
Pesca artesanal, agricultura familiar, extrativismo e comunidades indígenas estão entre os públicos contemplados.
Estimativa da Emater aponta potencial de mais de R$ 500 mil em financiamentos por município até o fim do ano.

Crédito rural busca fortalecer a produção no campo

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e o Banco da Amazônia (Basa) estão articulando ações para ampliar o acesso de produtores ao crédito rural no oeste paraense. A iniciativa busca facilitar a contratação de financiamentos e impulsionar atividades produtivas em municípios da região.

Durante outubro e novembro, equipes dos escritórios locais da Emater em Alenquer, Belterra, Curuá, Juruti, Óbidos, Oriximiná, Mojuí dos Campos, Terra Santa e Santarém estão se reunindo com representantes das agências do Banco da Amazônia para alinhar metas e fortalecer a oferta de crédito.

De acordo com estimativas do escritório regional da Emater em Santarém, a atuação conjunta das instituições poderá viabilizar contratos individuais superiores a R$ 50 mil e movimentar mais de R$ 500 mil por município até o fim de 2026, considerando o volume coletivo de financiamentos.

Pesca artesanal entre as atividades prioritárias

Uma das atividades destacadas para receber financiamento público é a pesca artesanal. A iniciativa também busca atender assentados da reforma agrária, extrativistas e indígenas, ampliando as oportunidades de acesso aos recursos destinados à produção rural.

Segundo a Emater, o trabalho pretende facilitar a execução das políticas públicas de crédito rural e cumprir as metas do Plano de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater), instrumento utilizado pela instituição para organizar suas ações nos municípios e nas regiões atendidas.

O processo também envolve ajustes decorrentes da transição da plataforma de cadastro socioambiental e da atualização de planilhas, em razão da adoção de novas ferramentas pelo Banco da Amazônia.

Financiamento ajuda família de pescadores em Óbidos

Em Óbidos, a pescadora Rosinele Mamede, de 33 anos, conhecida como Nelinha, relata que o financiamento obtido por sua família neste ano, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contribuiu para melhorar as condições de trabalho.

Moradora do assentamento federal Três Ilhas, ela trabalha com o marido, Lailson Carvalho, na captura de camarões e peixes, como dourada e filhote, no rio Auerana. O casal utiliza embarcações como bajara, canoa e rabeta para realizar a atividade.

Com o recurso do financiamento, a família comprou materiais necessários à pesca, incluindo boias, cabos, malhadeira e trança. Os produtos capturados são comercializados e também contribuem para a alimentação da família.

Para a pescadora, o acesso ao crédito representa uma oportunidade de manter e melhorar a atividade, especialmente diante do custo elevado dos equipamentos utilizados na pesca artesanal.

A iniciativa da Emater e do Banco da Amazônia busca, assim, aproximar os produtores das linhas de financiamento rural e contribuir para a continuidade das atividades econômicas no interior do Pará.

 

 

Fonte – Biblioteca do ICBEU / Caburé Libros

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação

 

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