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Emprestar o CPF pode virar dívida – 6 em cada 10 brasileiros já correram esse risco

Especialistas alertam que emprestar o CPF pode comprometer o orçamento, dificultar o acesso ao crédito e gerar problemas que podem levar anos para serem resolvidos.
Pesquisa do Serasa revela que a prática de Endividados por emprestar o CPF é mais comum do que parece e expõe milhões de consumidores a prejuízos financeiros.
Mais de um terço dos brasileiros que cederam o documento para terceiros afirmam ter ficado Endividados por emprestar o CPF, evidenciando os impactos da decisão.

Emprestar o CPF para familiares, amigos ou conhecidos ainda é uma prática comum no Brasil, mas pode trazer consequências financeiras graves. Levantamento do Serasa aponta que seis em cada dez brasileiros já cederam o documento para terceiros e, entre eles, mais de um terço acabou endividado. Os dados reforçam o alerta sobre os riscos de assumir compromissos financeiros em nome de outra pessoa, prática que pode resultar em inadimplência, restrições de crédito e dificuldades para reorganizar a vida financeira. A pesquisa chama atenção para a importância de avaliar os impactos antes de compartilhar o CPF em qualquer negociação.


Emprestar o nome ainda é uma prática comum entre os brasileiros e também um risco relevante para a saúde financeira. Levantamento da Serasa em parceria com a plataforma de pesquisa Opinion Box mostra que seis em cada dez pessoas já cederam o CPF para terceiros. Entre elas, 34% acabaram endividadas após o não pagamento da dívida.

A pesquisa também revela que o empréstimo de nome raramente acontece de forma impessoal. Na maior parte dos casos, a decisão está diretamente ligada a relações de confiança, especialmente com familiares e amigos. Ainda assim, a experiência deixa marcas: quase três em cada dez brasileiros que já passaram por essa situação afirmam que não fariam o mesmo novamente.

O alerta se torna ainda maior diante do atual cenário econômico. Com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para honrar compromissos financeiros, o risco de inadimplência segue elevado e torna as decisões relacionadas ao crédito ainda mais delicadas.

“Quando uma pessoa empresta o CPF para terceiros, ela assume integralmente a responsabilidade pela operação. Mesmo que exista confiança entre as partes, qualquer atraso ou inadimplência recai sobre quem colocou o nome no contrato”, explica Carlos Barbosa (Cacá), especialista financeiro e diretor de negócios da Cooperemb (Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da Embraer).

Crédito consciente evira problemas futuros

Segundo o especialista, antes de colocar uma obrigação financeira em seu nome para beneficiar outra pessoa, é fundamental analisar a capacidade de pagamento da operação, as condições do contrato e os possíveis impactos no próprio orçamento.

“Muitas pessoas enxergam esse gesto apenas como uma ajuda momentânea, mas não consideram que uma eventual inadimplência pode afetar o score de crédito, limitar o acesso a financiamentos e gerar um desequilíbrio importante nas finanças”, afirma.

Mais do que decidir entre dizer;”sim”; ou “não”;, a recomendação é agir com cautela, buscar informação e compreender todos os detalhes da operação, tais como valores, prazos, juros e encargos.

“É importante lembrar também que apoiar alguém financeiramente não significa, necessariamente, assumir uma dívida em seu nome. Em muitos casos, orientar, reorganizar despesas ou buscar alternativas mais adequadas pode ser uma solução mais segura para todos”, destaca Barbosa.

Nesse contexto, a educação financeira se torna uma ferramenta essencial para decisões mais conscientes. Com acesso à informação e maior organização, é possível estabelecer limites saudáveis e proteger tanto o orçamento quanto as relações pessoais.

Para apoiar esse processo, a Cooperemb disponibiliza, em sua plataforma, conteúdos sobre uso consciente do crédito, planejamento financeiro e organização do orçamento. Mais informações podem ser acessadas na aba #Educação Financeira” do site da cooperativa.

 

 

 

 

Fonte – Ascom

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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