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Estilistas manauaras da MI Moda Indígena estreiam na London Fashion Week 2025 com inclusão e diversidade

À frente do coletivo, a estilista Seanny Munduruku conduziu a equipe de designers manauaras, levando para o palco internacional um trabalho marcado por identidade, ancestralidade e inovação.

A nova coleção “Experiência Amazônica: Clãs Indígenas” foi apresentada pelas designers Seanny Artes (Munduruku), Elisângela Oliveira (Apurinã), Cacique Sandra Cunha (Munduruku), Reby Ferreira (Munduruku), Severina Silva e Suzete Mourão (Arte com Toque). São 12 looks que unem design contemporâneo aos traços da cultura ancestral da Amazônia.

As peças trazem grafismos, pinturas e acessórios inspirados nos elementos culturais e visuais dos clãs amazônicos, traduzindo a identidade dos povos originários em cada detalhe.

O desfile, realizado na St. Mary’s Church Marylebone, em Londres, integrou a programação da Bullock Inclusion CIC e reuniu cerca de mil convidados em um evento exclusivo e multicultural.
As atenções dos convidados eram totais para a entrada na passarela das quatro modelos tipicamente manauaras e mais oito londrinos. “Colocamos na passarela para o ‘passeio de catwalk’ (andar de gato ou passo elegante) nossos modelos Reby Ferreira (Munduruku), Marcos Vinícius (Munduruku), Amirla Pires (Apurinã) e Suzete Mourão (Arte com Toque). Os outros modelos fazem parte do ‘casting’ da própria Bullock Inclusion CIC”, contou Reby, que também acumula a função de a CEO da MI Moda Indigena.

A idealizadora do projeto de moda indígena, a estilista Seanny Munduruku, lidera o grupo de ‘designers’ e orienta sobre o evento que e o Olimpo da moda mundial, onde os maiores criadores de moda mundiais vem para exibir na vitrine as tendencias para a moda que estará nas vitrines em 2026. “Foi uma experiência nova e incrível. É a primeira vez que estamos trabalhando com uma organização de Moda em Londres totalmente inclusiva”, conta Seanny que foi um momento excelente de aprendizado por causa do outro projeto, o Arte com Toque (para pessoas com Deficiência Visual). “Tivemos uma representatividade no nosso grupo e possibilitamos esse intercâmbio cultural e inclusivo através da moda”. ela diz que Foram muito bem recebidos e o evento foi perfeito. “Muitas pessoas vieram até nós querendo conhecer mais sobre o projeto e de fechar outras participações e parcerias em Londres”. Ela observou, o que mais tocou as pessoas foi o trabalho em coletivo, e principalmente, a forma como feita a arte com retorno real as comunidades, focando sempre no ensino para pessoas com pouco acesso a arte educação. “Isso foi o que mais sensibilizou as pessoas sobre a marca, porque é uma marca de Moda Indígena com propósito e com retorno social”, conclui Seanny.

Na sua fala ao final do desfile a CEO Reby agradeceu a recepção calorosa do publico; “O futuro é a Amazônia. E a Amazônia está viva em nós. Somos uma marca sobre a floresta, o rio e os povos indígenas. Somos quatro mulheres dos povos Munduruku e Apurinã. E estamos muito felizes por estar aqui hoje e sou grata à Samanta e à Bullock Inclusion por nos convidarem. Obrigada”, assinou.

Temporada europeia

As próximas etapas da temporada europeia 2025 da MI Moda Indígena, este ano levou mais dois projetos que compõem a cultura amazônida, o de arte visual (pintura sobre tela) Arte com Toque, feito por artistas com deficiência visual, e as oficinas de dança Caxiri na Kuia e Carimbó, que serão realizados na Austria, Italia e França.

A Bullock Inclusion CIC é uma organização de Moda Inclusiva em Londres reconhecida pela London Fashion Week. A criadora da organização, Samanta Bullock, é uma designer de moda deficiente físico-motora, sendo usuária de cadeira de rodas. Todas as marcas de moda representam alguma forma de inclusão e minorias (sejam de gênero, culturais ou sociais). É um espaço de acessibilidade e inclusão social.

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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