Ciência e Tecnologia

Inpa inaugura laboratório que impulsiona o futuro da piscicultura no Amazonas

Novo Laboratório Experimental de Aquicultura fortalece pesquisas e desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
Projeto reforça a importância da aquicultura para a economia do Estado e geração de oportunidades na região.
Estrutura amplia estudos voltados à piscicultura no Amazonas e ao crescimento sustentável do setor.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) inaugura, nesta terça-feira (19), o “Laboratório Experimental de Aquicultura Dr. Manoel Pereira Filho”, às 15h, na Estação de Aquicultura, no campus III do instituto. Moderno e adaptável, o espaço tem capacidade para atender diferentes experimentos de pesquisas e tecnologias inovadoras que visam impulsionar o desenvolvimento da piscicultura no Amazonas, área estratégica para a economia do estado, além de atuar na formação de novos profissionais e cientistas.

A construção do novo prédio de 250 metros quadrados, em substituição ao antigo galpão de madeira, recebeu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões do Projeto Grandes Vultos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

No laboratório, será possível colocar diferentes tipos de tanques para peixes nativos, como tambaqui, matrinxã e pirarucu. “Esse laboratório vai atender várias áreas e pesquisas da aquicultura, como de nutrição, reprodução e sanidade”, disse a líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, a pesquisadora Elizabeth Gusmão. “Ele é um laboratório móvel, podendo ser adequado para diferentes tipos de experimentos, como de nutrição, testando insumos à base de resíduos da biodiversidade amazônica, que foi a área de atuação do doutor Manoel, um pioneiro na aquicultura no estado”, completou.

O novo espaço também vai permitir realizar experimentos com reprodução de peixes, como ensaios de larvicultura, uma fase crítica da piscicultura com grandes perdas, especialmente de matrinxã, e que exige um número significativo de tanques. Na área de sanidade será possível realizar testes a fio, que são importantes para validar medicamentos e efeitos da técnica de produção aquícola superintensiva conhecida como Sistema Bioflocos (BFT – Biofloc Technology) como agente oxidante, probiótico ou mesmo com macronutrientes. A área de sanidade agrega um conjunto de práticas de manejo, prevenção e erradicação de doenças em peixes e outros organismos aquáticos.

Conforme Gusmão, o laboratório contempla distintas áreas. A maior parte é destinada aos tanques, onde estão instalados os equipamentos de suporte da tecnologia bioflocos – aeradores para oxigenação da água, tubulação e gerador de energia. A outra parte conta ainda com duas salas, uma das quais é destinada à coleta de material e à outra a testes de bioensaio com bactérias que são utilizadas no BFT.

“A aquicultura moderna utiliza bioensaios e testes de qualidade da água (incluindo testes rápidos ou “a fio”) para garantir a saúde dos peixes, a eficiência alimentar e a sustentabilidade ambiental, especialmente em sistemas intensivos e superintensivos”, destacou a pesquisadora.

Manoel Pereira Filho

Especializado em nutrição de peixes, o pesquisador Manoel Pereira Filho atuou por mais de 30 anos no Inpa e foi um dos precursores da aquicultura no instituto e no Amazonas. Ele se destacou por buscar alternativas sustentáveis e acessíveis para baratear a ração de peixes, utilizando recursos alternativos da bioeconomia amazônica, como mandioca, castanha-da-amazônia, pupunha, camu-camu e araçá-boi.

A proposta do pesquisador era não apenas substituir proteínas, um dos ingredientes mais caros da ração, mas também usar os recursos da biodiversidade para melhorar a qualidade dos peixes, trazendo micronutrientes para a alimentação, como sais minerais e vitaminas.

Zootecnista pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Pereira Filho fez mestrado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa (PPG-Badpi) e doutorado em Zootecnia pela Unesp.

 

 

Fonte – Ascom

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ edição da Coopnews

Foto – Ascom

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